segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ao lado de Britto, dom Dimas declara revolta com cena da "oração da propina"

Brasília, 30/11/2009 - Durante entrevista ao lado do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, ficou estupefato ao ser informado por jornalistas sobre a cena em que os deputados Leonardo Prudente e Júnior Brunelli, respectivamente presidente e corregedor da Câmara Legislativa do DF, se unem a Durval Barbosa - o secretário exonerado que colaborou com as investigações sobre o escândalo envolvendo o governo do Distrito Federal (GDF) - numa espécie de "oração da propina", na qual agradecem o dinheiro ilícito que receberiam por participar da base aliada do governador José Roberto Arruda. "Essa cena eu ainda não vi e de certo modo foi bom ainda não ter visto, pois me sentiria revoltado", afirmou dom Dimas.

"Lamento que a religião esteja tão banalizada a  tal ponto de as pessoas não a verem como serviço a Deus e ao próximo, mas como servir-se da fé e do próximo; isso é uma inversão total de valores", salientou o secretário geral da CNBB. Dom Dimas reafirmou ainda a perplexidade da entidade diante dos diversos vídeos sobre o escândalo exibidos pela televisão, e cobrou apuração rigorosa dos fatos. "Estamos perplexos como o que já vimos nesse caso e queremos que as investigações sejam ágeis e que o quanto antes a ética possa prevalecer e os fatos possam ser esclarecidos", acrescentou o secretário-geral da CNBB aos jornalistas, ao se despedir de Cezar Britto na porta da entidade, onde foi realizado o encontro

Fonte: OAB

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Ciência: Nanodisco mata 90% das células cancerígenas



Paula Rothman, de INFO Online

SÃO PAULO – Pesquisa inédita do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos, usa nanodiscos para provocar a auto-destruição das células cancerígenas.

Os resultados, publicados na Nature Materials, mostram que a técnica eliminou 90% das células do câncer in vitro (ou seja, em testes realizados somente fora do corpo humano).
Leia também:

Os minúsculos discos, milhões de vezes mais finos que um fio de cabelo, são feitos de uma liga de ferro e níquel. Ao serem submetidos a um campo magnético, eles oscilam e aplicam uma força mecânica nas células cancerígenas.

Esse movimento tem duas conseqüências: danifica a membrana celular e, assim, inicia a morte programada da célula.

Segundo a pesquisa, apenas algumas dezenas de hertz no campo aplicadas por apenas 10 minutos foram suficientes para erradicar 90% das células cancerígenas.

Fonte: Info Online

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Observatório da Imprensa: Lixo em estado puro

Por Alberto Dines

Comentário para o programa radiofônico do OI


Vamos criar uma igreja e deixar de pagar impostos? A manchete da Folha de S.Paulo de domingo (29/11) foi a mais comentada dos últimos tempos. Nem parecia ser o mesmo jornal que dias antes, na sexta-feira, produziu um lixo jornalístico dos mais repugnantes e que desde então está ocupando a seção de cartas dos leitores quase inteira.

A propósito da estréia do filme Lula, o filho do Brasil, a Folha publicou um depoimento do seu colunista Cesar Benjamin, dissidente do PT, a propósito de um comentário cabeludo feito há 15 anos pelo então candidato à presidência Lula da Silva (FSP, 27/11, pág. A-8).

Como foi constatado no dia seguinte, o comentário foi efetivamente feito mas em tom de troça, conversa de fim de expediente. A Folha rasgou e tripudiou sobre todos os seus manuais de redação, pisoteou 20 anos de trabalho dos seus ouvidores ao aceitar como verdadeira uma fofoca estapafúrdia sem qualquer diligência sobre a sua veracidade.

Não foi desatenção, erro involuntário, tropeço de um redator apressado: a Folha reservou uma página inteira para que o colunista contasse a sua saga nos cárceres da ditadura iniciada quando contava apenas 17 anos. Seu relato é impressionante, mas de repente, para desqualificar os 30 dias em que Lula passou no xadrez, Cesar Benjamin conta a sua anedota em três enormes parágrafos e com ela fecha o artigo.

Imprensa marrom

À primeira vista, parece mais um golpe publicitário da família Barreto (que produziu o filme), em seguida percebe-se que a denúncia é a vera, fruto de um ressentimento pessoal que um jornal do porte da Folha, que se assume "a serviço do Brasil", não tem o direito de perfilhar.

A direção da Folha simplesmente não avaliou o tamanho do desatino. No dia seguinte, tentou consertar: mancheteou uma de suas páginas com o justo desabafo de Lula classificando o texto como "loucura" (FSP, 28/11, pág. A-10). No domingo, certamente arrependida, a direção da Folha providenciou a evaporação do assunto. Ficou apenas a reprovação do seu ouvidor Carlos Eduardo Lins da Silva.

Tarde demais. Já no sábado (28/11) o Estado de S.Paulo repercutia o episódio com destaque e, no mesmo dia, a Veja já o incorporara à sua edição. O Globo manteve-se à distância desta porcaria.

Se o leitor não sabe o que significa "imprensa marrom", tem agora a oportunidade de confrontar-se com este exemplo – em estado puro – do jornalismo de escândalos e achaques.

Fonte: Observatório da Imprensa

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Nassif: O Jornalismo irresponsável

O jornalista Luis Nassif esclarece em seu blog, acrescentando mais alguns detalhes importantes, a calúnia imposta ao Primeiro Mandatário da Nação Luiz Inácio Lula da Silva, fruto do mal jornalismo sensacionalista praticado pela Folha de São Paulo. Felizmente, os fatos vão sendo esclarecidos mas, como o próprio Nassif disse, o estrago já foi feito.

Do Último Segundo

Coluna Economica 30/11/2009

 

Watergate tinha dois repórteres espertos – Bob Woodward e Carl Bernstein – e um editor memorável – Ben Bradlee – que filtrava todas as informações e só permitia a publicação daquelas confirmadas por pelo menos três fontes. Até hoje Bradlee é um dos símbolos do bom jornalismo e exemplo para jornalistas de todas as partes do mundo. O caso Watergate foi citado pelo comentarista Ronaldo Bicalho e ressalta a importância da apuração jornalística.

O escândalo divulgado pela Folha na sexta-feira – um artigo de um dissidente do PT, César Benjamin – acusando Lula de ter currado um militante do MEP no período em que esteve preso no DOPS, é um dos mais deploráveis episódios da história da imprensa brasileira. E mostra a falta que fazem pessoas da envergadura de Bradlee.

***


Qualquer acusação, contra qualquer pessoa, exige discernimento, apuração. Quando o jornal publica uma acusação está avalizando-a.

Quando a acusação é gravíssima e atinge o Presidente da República – seja ele Sarney, Itamar, FHC ou Lula – o cuidado deve ser triplicado, porque aí não se trata apenas da pessoa mas da instituição. Qualquer acusação grave contra um Presidente repercute internacionalmente, afeta a imagem do país como um todo. Se for verdadeira, pau na máquina. Se for falsa, não há o que conserte os estragos produzidos pela falsificação.

***

A acusação é inverossímil.

Na sexta conversei com o delegado Armando Panichi Filho, um dos dois incumbidos de vigiar Lula na cadeia. Ele foi taxativo: não só não aconteceu como seria impossível que tivesse acontecido.
Lula estava na cela com duas ou três presos. A cela ficava em um corredor, com as demais celas. O que acontecesse em uma era facilmente percebida nas outras.

Havia plantão de carcereiros 24 horas por dia. E jornalistas acompanhando diariamente a prisão.
Não havia condições de nenhum fato estranho ter passado despercebido. Panichi jamais ouviu algo dos carcereiros, dos presos, dos jornalistas e do delegado Romeu Tuma, seu chefe.

***

Benjamin não diz que Lula cometeu o ato. Diz que ouviu o relato de Lula em 1994, em um encontro que manteve em Brasília com um marqueteiro americano, contratado pela campanha, mais o publicitário Paulo de Tarso Santos e outras testemunhas.

Conversei com Paulo de Tarso – que já fez campanha para FHC, Lula – que lembra do episódio do americano mas nega que qualquer assunto semelhante tivesse sido ventilado, mesmo a título de piada. E nem se recorda da presença de Benjamin no almoço.

***

E aí se chega à questão central: com tais dados, jamais Ben Bradlee teria permitido que semelhante acusação saísse no Washington Post.

Antes disso, colocaria repórteres para ouvir as tais testemunhas, checaria as informações com outras fontes, conversaria com testemunhas da prisão de Lula na época. Praticaria, enfim, o exercício do jornalismo com responsabilidade.

A Folha não seguiu cuidados comezinhos de bom jornalismo. Não apenas ela perde com o episódio, mas o jornalismo como um todo.

É importante que leitores entendam: isso não é jornalismo. É uma modalidade especial de deturpação da notícia que os verdadeiros jornalistas não endossam.

Fonte: Luiz Nassif Online

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PHA: Para Nassif, Folha (*) não tem rumo

Post extraído do blog do Paulo Henrique Amorim:

“Seu Frias” e o filho – a Folha, Nassif, está ai, onde sempre esteve
“Seu Frias” e o filho – a Folha, Nassif, está ai, onde sempre esteve

Extraído do Vermelho:
Mídia
28 de Novembro de 2009 – 12h59



 Nassif: Folha de S.Paulo, um jornal sem rumo

 
 A decisão de Otávio Frias Filho de publicar a carta de César Benjamin com acusações graves, sem conferir, seguiram-se duas outras que mostram a total falta de rumo daquele que foi o mais influente jornal brasileiro dos anos 80 e 90


Por Luís Nassif, em seu blog

No Painel do Leitor, permite um amontoado de cartas que tomam como verdadeiras as afirmações de César Benjamin.


Na página interna, o levantamento – que deveria ter sido feito antes – mostrando que as informações são inverídicas.

Se são inverídicas, qual a razão de se permitir a publicação de cartas de leitores ludribriados pela decisão do jornal de dar espaço a uma versão falsa?

A sucessão na Folha se deu no pior momento da sua história. Nos anos 80, o principal jornal, o Estadão, se perdeu por excesso de sucessores. No caso da Folha, está se perdendo por falta de sucessão.

Tem-se um diretor de redação que gosta das prerrogativas do cargo, mas não gosta de jornalismo, não lê jornais (nem mesmo o seu), não tem discernimento para tratar nem com notícias, nem com pessoas, muito menos com questões de maior gravidade, como essa de publicar o artigo de Benjamin.

A perna comercial da família manteve o ritmo. Só que elemento fundamental da sobrevivência era a credibilidade do jornal, ajudando a pavimentar as relações comerciais e políticas do grupo.

Por isso, a sucessão de desastres editorais dos últimos tempos -ir a reboque da Veja (tendo um perfil de público diferente), ficha de Dilma, envolvimento do jornal com Dantas, exposição imprudente com Serra e, agora, esse episódio-limite – têm implicações graves sobre a credibilidade do jornal, E, aí, passa a afetar diretamente as estratégias comerciais da empresa.

É uma situação que vai ser resolvida inevitavelmente no âmbito familiar. Aliás, deveria ter sido resolvida logo que seu Frias saiu de cena. Quanto mais tempo demorar, mais sua herança será dilapidada.

Em tempo: o Conversa Afiada discorda do Nassif. Acha que a Folha (*) tem rumo, sim. E vai demonstrar isso amanha.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; do câncer do Fidel; da ficha falsa da Dilma; de Aécio vice de Serra; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos,  reconheceu um filho; e que, nos anos militares, emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Fonte: Conversa Afiada / Paulo Henrique Amorim 

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ABNT homologa normas para padronização de uniformes escolares



Um post no blog do Guilherme Barros revela que Associação Brasileira de Normas Técnicas homologou na semana passada normas para padronização de materiais para a fabricação de uniformes, como tecidos e botões. A intenção da regra é ser um parâmetro de qualidade e segurança para orientação dos colégios no momento da escolha de fornecedores.


“As peças não devem oferecer riscos aos usuários. Um botão que pode ser facilmente arrancado em um uniforme infantil, por exemplo, pode provocar um acidente”, afirma Roberto Yokomizo, proprietário da fabricante de uniformes e roupas infantis YKZ, e um dos líderes do Grupo de Uniformes Escolares da Abravest (Associação Brasileira do Vestuário), que propôs a padronização.

A empresa propõe, agora, uma norma para padronizar as cores dos uniformes. Yokomizo alega que as confecções frequentemente descontinuam as cores, o que dificulta manter um padrão nas roupas escolares.

Fonte: Blog do Guilherme Barros

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domingo, 29 de novembro de 2009

PHA: Segundo FHC, Serra era quem mais queria privatizar a Vale

De acordo com um post de hoje no blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso revela que o atual governador de São Paulo, José Serra, era um dos mais interessados na privatização da Vale. Confira no vídeo:



Fonte: Conversa Afiada / Paulo Henrique Amorim

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Devanir: "Lula estuprou, sim, a política do PSDB e do Fernando Henrique"

Azenha dá o tiro de misericórdia e acaba logo com esse boato sobre a conduta moral do Presidente Lula. 

Veja o que ele postou agora há pouco em seu blog:

por Conceição Lemes

Devanir Ribeiro é deputado federal pelo PT-SP, ex-metalúrgico e ex-dirigente sindical. Em 1980, quando houve a intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, era o 1º secretário. Ele e Djalma Bom foram os únicos que ficaram presos com Lula durante os 31 dias.

Viomundo – O Lula estuprou alguém na cela do DOPS?

Devanir Ribeiro – Estuprou, sim, mas muitos anos depois...

Viomundo – O quê?!

Devanir Ribeiro – Estuprou, sim, mas a política do PSDB e do Fernando Henrique...

Viomundo – Como você soube do artigo do César Benjamin?

Devanir Ribeiro –  Eu estava no escritório aqui em São Paulo. Lendo a Folha, vi a matéria. Eu li, reli. Naquela hora, um jornalista me ligou, querendo repercutir o artigo...

Viomundo – E, aí?

Devanir Ribeiro – Eu estava tão chocado, enojado, que perguntei: “Cara, o que está acontecendo? Alguma coisa está errada. Saiu mesmo essa matéria?" Claro que tinha sido publicada. O que eu não imaginava era que pudessem descer a um nível tão baixo. Você pode não gostar de uma pessoa. Mas daí fazer o que Benjamin e a Folha fizeram,  é repugnante.

Fonte: Vi o Mundo / Luiz Carlos Azenha

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sábado, 28 de novembro de 2009

Caso Lula: Nassif dá a versão correta, à luz do bom senso

O jornalista Luis Nassif publicou hoje em seu blog um artigo que leva à luz do bom senso esse emaranhado de acusações infundadas contra o Presidente Lula, já que até o momento nada se comprovou, de que ele estaria realmente envolvido em ações que o comprometeram moralmente.


O jornalismo mal intencionado

Por Jotavê

Por trás dos termos e do tom dos desmentidos, é perfeitamente possível reconstituir o episódio banal que a irresponsabilidade da Folha de São Paulo levou para o primeiro plano do debate político nacional. O presidente Lula, numa conversa absolutamente informal, fez uma referência jocosa aos dias que passou na cadeia, pondo ênfase na falta de sexo e diminuindo, assim, a dramaticidade que a situação, de fato, teve. Deve ter feito uma piadinha qualquer envolvendo seus companheiros de cela – uma blague para consumo local, durante um almoço com correligionários, só isso.

Está claríssimo para qualquer um de nós, para a Folha de São Paulo, para a revista Veja e para todos os seus trombeteiros que o presidente jamais pensou em estuprar meninos. Está mais claro ainda que o artigo desse senhor distorce completamente a situação, narrando a conversa como se Lula tivesse realmente confessado em público uma tentativa de estupro. Mais ainda, dramatiza a situação, narrando como ele próprio fora entregue a presos comuns pelos agentes da ditadura, e como esses presos tiveram para com ele uma atitude presumivelmente muito mais digna que a do presidente, que só não teria consumado o ato devido aos repelões da vítima. Ou seja, transforma uma piadinha de final de almoço numa confissão solene da própria torpeza.

Até aí, como eu já disse, está tudo absolutamente claro. O que não está tão transparente assim é o esquema que cercou a produção e publicação dessa bosta jornalística. Pode ter sido uma conjunção casual da semidemência do autor com o estilo “Hora do Povo” do jornalão. Uma nefasta coincidência, enfim. Mas pode ser também mais grave, Pode ter sido uma encomenda de jornalistas mafiosos feita a um fracassado em luta permanente com seus extratos bancários em benefício da campanha de José Serra à presidência. Por que não? Um jornal que publica esse tipo de material não pode esperar de seus leitores uma análise meramente textual. Questões contábeis e estratégicas são perfeitamente cabíveis, nesse caso.

Diante de um artigo tão obviamente mentiroso, e do tipo de transfiguração que uma página de jornal é capaz de operar numa mentira, o mais recomendável seria que os responsáveis pela Folha tivessem simplesmente se recusado a publicar a matéria naqueles termos. Ou você tem evidências definitivas para acusar um Presidente da República de tentativa de estupro, ou simplesmente não deve falar nada. Se tem evidências definitivas de que essa tentativa de estupro não aconteceu (como a Folha, a revista Veja, seus trombeteiros e todos nós certamente temos), só publica uma matéria como essa desse modo, sem anexar um único comentário ao texto, se estiver mal intencionado.

Fonte: Luis Nassif Online

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Bob Fernandes contradiz no Terra Magazine acusação de Noblat a Lula

Bob Fernandes, no Terra Magazine, contradiz a acusação de Noblat sobre o suposto estupro denunciado por um companheiro de partido de Lula, em reportagem da Folha.
  
"Estive preso com Lula; não aconteceu nada", afirma Zé Maria

Por Marcela Rocha

José Maria é militante do PSTU e esteve preso com o presidente Lula, à época líder sindical do ABC paulista. A Terra Magazine, conta que, ao longo dos 30 dias que passou trancafiado em uma cela com mais "vários outros militantes", não viu "absolutamente nada" do que foi narrado por Cesar Benjamin em artigo na Folha de S. Paulo. 

- A cela era pequena, cabiam tantos porque nos colocavam em beliches. Não acredito que Benjamin inventaria uma história como essa, mas eu estive lá, não vi absolutamente nada, inclusive, não tinha ninguém do MEP conosco na cela.

Na sexta-feira, 27, Benjamin acusou Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. 

Lula esteve preso entre 19 de abril e 20 de maio de 1980. Presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde lutava por liberdade e melhores condições trabalhistas para os operários, ainda sob a ditadura militar.

Para Zé Maria, o mais provável é que Benjamin tenha entendido a história equivocadamente. Ressalta que, embora seja "muito crítico" ao governo Lula, por julgar que "segue a mesma linha de partidos como DEM, PSDB... nunca confirmaria uma história como essas, nem faria esse tipo de acusação, seria leviano". 

O militante ainda garante que, se algo do gênero tivesse acontecido enquanto estava preso com Lula, "seria inevitável que absolutamente todos vissem, era um local muito pequeno e muitas pessoas". Zé Maria nega que tenha havido má fé de Benjamin, contudo enfatiza sua estranheza em relação ao artigo publicado na Folha: 

- Achei muito estranho, estive preso junto por conta das greves que fazíamos no ABC e não houve nada, a não ser que Lula tenha sido preso em outras ocasiões, o que não aconteceu.
Conta também que revistas e jornais mais críticos ao governo ligaram para ele na tentativa de induzi-lo a confirmar a história contada por Benjamin: "É óbvio que neguei, eu estaria sendo leviano se confirmasse". 

"Não assisti o file 'Lula, o filho do Brasil', mas confesso que tenho um pouco de receio de assistir e concordar com o que muitos dizem sobre a mistificação criada em torno de Lula", avalia Zé Maria. 

Segundo o militante, "é possível que a oposição se aproveite do episódio com fins eleitoreiros". "Collor já fez isso, lembra? Não duvido que usem, mas, como é uma história inverídica, não renderá frutos bons", acrescenta para depois lembrar que faz oposição a Lula, "pela esquerda", e que nunca usariam um episódio como esse. 

Questionado se pretende concorrer às eleições presidenciais por seu partido, Zé Maria diz aguardar uma candidatura da frente de esquerda, que significaria uma união com o PSOL, que, por sua vez, dialoga com Marina Silva (PV-AC). "Se PSOL continuar com Marina, a candidatura será só do PSTU e o candidato serei eu".

Fonte: Bob Fernandes / Terra Magazine


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Noblat se antecipa e já julga Lula como culpado

O colunista de O Globo Ricardo Noblat fez uma pesquisa e, apressadamente, se arvora em julgar Lula como culpado no episódio em que o presidente é acusado por um companheiro de partido por tentativa de estupro.

É incrível como neste país as pessoas julgam as demais baseadas em provas refutáveis, sem o menor constrangimento. É essa a arma que vem sendo utilizada por essa mídia ardilosa e decadente, para enfrentar os seus desafetos. Felizmente, está se dando mal, pois, lutar contra um personagem que conta com 80% de aprovação popular é como nadar contra a correnteza.

E não é só isso. Esse episódio é apenas a premissa de que coisas muito piores estarão por vir.

Eis o comentário postado hoje em seu blog:



Comentário 

O que resta César provar

Sob o título "A César o que é de César", publiquei, ontem, às 19h02m, o comentário que segue:

"César Benjamin, colunista da Folha de S. Paulo, um dos fundadores do PT, fez uma grave acusação ao presidente da República.

Em artigo publicado, hoje, no jornal, disse que Lula lhe contara que, uma vez preso no início dos anos 80, tentara estuprar, sem sucesso, um colega de cela.

Ninguém conta algo dessa natureza sem dispor de provas ou de testemunhas.

Benjamin está obrigado, pois, a mostrar provas ou apresentar testemunhas do que ouviu.

Do contrário, não escapará da acusação de que é um leviano, mentiroso e irresponsável."
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O marqueteiro Paulo de Tarso, citado por Benjamin como uma das testemunhas da conversa dele com Lula, disse por meio de nota que participou do encontro. Não confirmou o que Benjamin alega ter ouvido. Acrescentou que não lembra se Benjamin estava de fato presente.

O cineasta Sílvio Tendler, referido por Benjamin como "o publicitário" que também ouviu a conversa, disse hoje à Folha de S. Paulo e ao site TERRA:

- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira.

A VEJA localizou o tal ex-preso que, segundo Benjamin, teria reagido a socos e a cotoveladas ao suposto assédio de Lula. Por meio de um amigo, João Batista dos Santos, que hoje mora em Caraguatatuba, no lotoral norte de São Paulo, declarou:

- Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove.
Benjamin não precisa mais provar que ouviu de Lula o que disse ter ouvido. Seu desafio agora é provar que Lula não estava brincando como afirma Tendler.

Quanto a João Batista dos Santos, esse deixou passar uma ótima oportunidade para enterrar de vez a história. Bastaria ter dito que nunca foi abordado por Lula.

É possível entender a razão pela qual Lula se nega a processar Benjamim como adiantou, ontem, seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho.

Desbocado como é, dado a molecagens como sempre foi, ele de fato contou a Benjamin o que Benjamin disse ter ouvido.

Fonte: Blog do Ricardo Noblat

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Eduardo Guimarães: Em defesa de Lula

Por Eduardo Guimarães


(Antes do ato de protesto contra a Folha no dia 5 de dezembro) 

No último dia 18, escrevi “Em defesa de FHC”. Por que fiz isso? Você pode ler por que clicando aqui ou pode se contentar com a minha explicação. Escrevi em defesa do ex-presidente, apesar de repudiá-lo como jamais repudiei a um político, porque tentaram fazer com ele uma fração do que fizeram com o presidente Lula oito dias depois de eu ter escrito.

O jornal Folha de São Paulo, três dias antes do meu texto, publicou, depois de 18 anos, um fato que todos sabiam e que a imprensa se negava a divulgar, ou seja, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia tido um filho fora do casamento, na verdade com uma jornalista da Globo que, posteriormente ao nascimento do filho do político paulista, foi despachada para a Europa recebendo salários sem exercer qualquer atividade evidente (como jornalista) para o seu empregador.

Naquele momento, percebi um padrão que vem se repetindo no tipo de “jornalismo” que aquele dito “órgão de imprensa” vem cometendo. Leitores deste blog, como a professora e socióloga carioca Vera Pereira, também notaram que alguma coisa havia por trás da publicação repentina do assunto pela Folha sob a desculpa da repentina decisão de FHC de reconhecer o filho que jamais reconhecera.

Alguém menos maldoso do que eu diria que houve uma trama, convertida agora em notícia, urdida pela Folha de São Paulo, de o jornal publicar contra o presidente Lula nada mais, nada menos do que a acusação de que ele teria tentado abusar sexualmente de um garoto quando esteve preso durante a ditadura militar. 

Alguém menos desconfiado do que eu também diria que a Folha divulgou o filho ilegítimo de FHC para ganhar credibilidade para lançar depois contra o presidente da República o ataque que o jornal efetivamente lançou, e que fez isso para bajular o tucano mor e seu segundo, o governador paulista. 

Mas, como sou muito mais maldoso e desconfiado do que isso, acho que FHC estar por trás de tudo não seria nenhuma surpresa, pois a hipótese condiz perfeitamente com a imagem tenebrosa que o ex-presidente vinha tentando construir de Lula ao lançar a hipótese de que ele estaria construindo um regime autoritário, entre outras hipóteses igualmente desabonadoras que andou vertendo.

O fato é que está claro, para mim, a armação perpetrada hoje, preliminarmente, pela Folha, que esticará a “denúncia” ao máximo possível, inclusive com a ajuda de gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, que, em seus blogs, estão conferindo credibilidade ao ataque sofrido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles não hesitam. Publicam uma falsificação contra uma ministra de Estado na primeira página acusando-a de crime que não cometeu e, mesmo depois de provada a farsa, dão um jeito de manter a versão “no ar”. 

É isso, “no ar”. É o que estão fazendo agora. Em minha opinião, planejaram meticulosamente o que fizeram hoje, ao publicarem a entrevista desse indivíduo que se prestou a esse papel, o tal de César Benjamin, ex-militante ligado à oposição de ultra esquerda a Lula, que, uma vez e outra, tem servido de bucha de canhão à direita. Lançam um boato com toda a força de um grande jornal para que paire de boca em boca.

Eles apostam na burrice. Acham o povo preconceituoso, estúpido e mesquinho. Acham que ele compra fácil qualquer destruição de caráter porque, moralmente deformado, gostaria de ver esses assassinatos morais. 

Não pude aceitar esse tipo de tática política agora mesmo, no dia 18, no texto que escrevi em defesa de FHC. O eterno anti Lula Claudio Humberto, ex-porta voz do ex-presidente Fernando Collor de Mello, direitista medonho, sempre pronto a destilar veneno e falsidades, começou a espalhar notícia sobre mais um filho bastardo de FHC, agora com uma ex-empregada doméstica.

Escrevi contra a disseminação desse boato e em defesa da dignidade do ex-presidente tucano porque não aceito uma sociedade em que a política é feita dessa forma suja, baixa, imoral, covarde. Eu jamais jogaria sujo com um adversário. Nem que fosse uma luta de vida ou morte. Não acredito nesse tipo de tática.

É por tudo isso que tomei uma decisão isolada. É a decisão de um homem. Não é a decisão do presidente do Movimento dos Sem Mídia, pois não posso arrastar a ONG para uma decisão em prol de um político, mesmo que seja uma decisão apartidária porque foi tomada também em prol de outro político adversário, ainda que com menos ênfase por o ataque sofrido por FHC não ter sido tão grave.

Não tenho o direito, pois, de pedir que alguém vá comigo para diante da Folha de São Paulo daqui a uma semana, no dia 5 de dezembro, sábado, às 10 horas da manhã. Mas anuncio dia e hora de meu protesto para que quem quiser se junte a mim. Sejam quantos forem os que me acompanharem – e mesmo que ninguém me acompanhe – preciso fazer isso. 

Digo a vocês que me sinto esbofeteado pelo que a Folha fez. Sou eleitor do presidente Lula. Aprovo seu governo, sua conduta, sua coragem. Ele representa tudo o que acredito em termos de política e até como ser humano. Ao atacá-lo dessa forma, esse jornal me atacou. 

E quem atacou foi o jornal e não o tal de Benjamin. Porque a Folha publicou aquela sujeira toda depois de ter hesitado publicar uma mera pulada de cerca de FHC, comprovada e re-comprovada, por inacreditáveis 18 anos. 

Tampouco me importa discutir a inverossimilitude dessa loucura de que o presidente Lula teria sido um maníaco sexual durante o regime militar. Não importam os desmentidos. Não importa o desprezo que a sociedade certamente dará a essa barbaridade. Só o que importa é o crime que esse jornal cometeu. 

Meu protesto será solitário. Contudo, se alguém quiser dividi-lo comigo não pensarei duas vezes antes de aceitar companhia. Na verdade, a cada alma que comparecer ao protesto do dia 5 diante da Folha, sentirei um pouco menos de medo dessa luta política insana que FHC, Serra, os Frias, os Marinho, os Civita e os Mesquita travam contra o país. 

Fonte: Blog Cidadania.com


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Tendler: "Só um débil mental não viu que era piada do Lula"

Por Bob Fernandes


O cineasta Silvio Tendler (foto Divulgação)

César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, "um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci".

O "publicitário" é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:

- Ele diz não se lembrar de quem era o "publicitário", mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história...

Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara...só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...


Veja também:

» Leia o artigo de César Benjamin na Folha de S. Paulo
» Saiba mais sobre a prisão de Lula em 1980
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Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Além de vários prêmios é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores), "Jango" (1 milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores).

Na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, neste 2009, Silvio Tendler lançou o documentário "Utopia e Barbárie", no qual trabalhou durante 19 anos. Dentre os personagens ouvidos pelo documentarista mundo afora, o general vietnamita Vo Nguyen Giap, que derrotou os exércitos francês e americano. "Giap, o maior general do século XX", segundo o cineasta.


O ex-preso político César Benjamin (foto Agência Brasil)

Na conversa que se segue, o documentarista Silvio Tendler recorda a história da história de Lula e o "menino do MEP".

Terra Magazine - Silvio Tendler, é você o publicitário citado por César Benjamin no artigo na Folha de S.Paulo?

Silvio Tendler - Eu mesmo, em pessoa.

Você estava lá? Você, o Lula, o César Benjamin, o publicitário Paulo de Tarso e o tal marqueteiro dos Estados Unidos?

Na verdade eu não me lembro é do César Benjamin lá no almoço (...) e, sim, o publicitário que ele diz não lembrar era eu. E ele, se estava lá, sabe e se lembra que era eu; não tinha mais três publicitários na campanha, portanto ele sabe que era eu quem estava lá...mas eu não sei se ele estava, não me lembro, de verdade, se ele tava na sala. Ele agora diz não se lembrar do "publicitário" porque sabe que eu não iria corroborar essa maluquice, até porque eu vi, testemunhei, a quantidade de erros, de bobagens que ele cometeu durante a campanha...

Ele, César Benjamin?

Ele, Benjamin...por exemplo: já tava tudo perdido, um dos poucos apoios que o Lula ainda tinha depois daqueles erros de ataques da campanha ao Plano Real, era o da Igreja. E de repente o César resolveu botar como pauta do dia o quê?

O quê?

O aborto! Só isso. Esse cara montava e desmontava os programas como se fosse um expert em comunicação... e não era. Me lembro de outra história dele. Tinham inventado uma legislação casuística, criada para segurar o Lula, que tinha feito aquelas caravanas pelo Brasil. Não podia ter imagem externa em movimento... então fizemos um video-clip, eu e minha ex-mulher, a jornalista Tânia Fusco. Ela fez o texto, e eu, com as fotos dele na caravana e outras imagens, fiz, fizemos um clip, uma biografia do Lula a partir de fotos...

E aí?

Aí fui dar aula no Rio de Janeiro por dois dias, o comando da campanha era em São Paulo, e quando voltei o clip estava desfigurado pelo gênio da comunicação. Onde havia poesia o César colocou chavões do tipo "arrocho salarial"...

Por quê?

Porque se acha um gênio, melhor do que todo mundo... peguei meu boné e fui embora pro Rio...

E o César?

Ele continuou com suas trapalhadas. E quinze anos depois ele segue em campanha, agora contra o Lula diretamente. Ele atrapalhou o Lula em 94 e segue tentando atrapalhar o Lula.

Ok, esses detalhes à parte, você estava à mesa do almoço no dia da tal conversa do Lula?

Eu estava lá, sentado à mesa. Eu sou o publicitário "anônimo" que estava lá. O Lula, um cara que foi brincalhão durante toda a campanha, mesmo quando já tava tudo perdido. Eu até pensava "esse cara passa a noite pensando em como sacanear os outros", porque todo dia tinha uma piada, um brincadeira, uma vítima de gozação... nesse dia o Lula queria chocar o tal marqueteiro americano...

O James Carville era...

O James Carville tinha sido contratado para ajudar na campanha do Fernando Henrique e nós tínhamos o nosso americano também. O Lula brincava: "O americano do Fernando Henrique fez a campanha do Bill Clinton, o nosso americano fez a campanha do Daniel Ortega" (NR: Ex e atual presidente da Nicarágua). Bem, o Carville já tinha ou tava sendo mandado embora da campanha do FHC e a campanha do Lula também ia despachar o "nosso" americano.

E o que aconteceu?

...e aí, nesse dia, o Lula, claramente num clima de brincadeira, tava a fim de sacanear, de chocar o americano com essa história dele "seco" na prisão, todos na mesa, nós todos, sabíamos que aquilo era uma brincadeira, era gozação, sacanagem, e imaginando como seria se fosse traduzido pro cara...

Você tem, teve então a certeza de que era uma brincadeira? Não teve e não tem nenhuma dúvida?

Nenhuma. Era claro, óbvio que era uma brincadeira, mais uma piada, mais uma gozação do Lula, nenhuma dúvida. E além disso a história, a cena toda não teve de forma alguma esse ar, essa dramaticidade que o César enfiou nesse texto melodramático. É incrível essa história... todos sabíamos que aquilo era uma brincadeira, como tantas outras feitas durante a campanha...

As tais "conversas de homem"...

Nem era esse clima "conversa de homem", era brincadeira, pura gozação, nenhuma responsabilidade, nunca, nunca com esse tom de "confissão" que o Benjamin fez parecer que teve. E você acha que se isso fosse, soasse verdadeiro, todos nós não ficaríamos chocados? Todos ali da esquerda, com amigos presos, ex-presos e tudo mais, você acha que nós ouviríamos aquilo com tom de verdade, se assim fosse ou parecesse, e não reagiríamos, não ficaríamos chocados?

Na sua opinião, que conhece os personagens dessa história, o que aconteceu?

O César Benjamin guardou ressentimentos por 15 anos para agora despejar todo esse rancor. Ele pirou com o sucesso do Lula. Ele transformou uma piada num drama, vai ganhar o troféu "Loura do ano".

O Paulo de Tarso estava lá?

Estava. E estava o americano... pensa só uma coisa: você acha que o Lula, logo o Lula, tão pouco esperto como ele é, em meio a uma campanha presidencial, vai chegar na frente de um gringo que ele mal conhecia, um gringo que vai voltar pro país dele e contar tudo o que viu, você acha que o Lula vai chegar pra um gringo que nunca viu, na frente de testemunhas, e vai contar que tentou estuprar alguém? É, foi óbvio, evidente, que aquilo era gozação, piada, brincadeira, sem nada desse drama todo do Benjamin de agora... rimos e ninguém deu a menor importância àquilo...

Você, um cineasta, um documentarista que viveu a cena, relembrando-a quadro a quadro, o que verdadeiramente pensa, o que diria hoje?

O Lula adorava provocar... era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era o marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara... como é possível que alguém tenha levado aquilo a sério?

Então...

Isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...

Fonte: Bob Fernandes / Terra Magazine

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Azenha: A "malandragem" cafajeste do Otavinho

por Luiz Carlos Azenha

Otávio Frias Filho é um cafajeste. A edição da Folha de S. Paulo de hoje, aquela que trouxe como não quer nada uma acusação-bomba ao presidente da República, assinada por outro cafajeste, é uma tentativa mal disfarçada de "malandragem" jornalística.

Não leio a Folha faz tempo, por isso. Não assino o UOL. Não compro nenhum produto do grupo Folha. Fiz isso muito antes que outros blogueiros esperneassem contra o jornal. Se tiver de ler algum jornal, leio o Estadão. O Estadão não disfarça. É um jornal conservador. Defende interesses conservadores. A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como "neutro", "imparcial" e outras safadezas do gênero.

Por dever de ofício, peguei a edição da Folha de hoje, emprestada de um amigo. O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. Que é um cafajeste, simples assim, por ter feito uma acusação gravíssima contra um presidente da República sem apresentar provas, sei lá com qual objetivo político. Inveja? Dor de cotovelo? Ódio ideológico?

Mas volto ao jornalismo cafajeste da Folha: se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme "O Filho do Brasil" e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto.

Dois colegas jornalistas disseram que começaram a ler o texto de Benjamin mas desistiram no meio: era muito chato. Só ficaram sabendo da acusação na internet. Que, presumo, foi justamente o objetivo: agora os textos de "Dilma, terrorista" vão acompanhar os de "Lula, estuprador", nos e-mails que se espalham pelo mundo e ganham destaque especialmente nos chats e nos sites de relacionamento. É a propaganda eleitoral do século 21.

Sei do que estou falando: desde que o Viomundo tocou no assunto, recebi uma onda de comentários sustentando as acusações contra o presidente da República, de "leitores" que nunca estiveram no site. É, presumo, a turma encarregada de espalhar a "acusação" contra Lula, de dar pernas à versão assinada por César Benjamin. Ele é a Miriam Cordeiro, versão 2010. Faz parte dos que pretendem detonar o filme com o objetivo de evitar que Lula, lá adiante, transfira votos para a ministra Dilma Rousseff. Evitar que o "estuprador" eleja a "terrorista". Isso dá uma medida do desespero que essa possibilidade, cada vez mais factível, causa.  E é na hora do desespero que os cafajestes se revelam.

PS: Um dos jornalistas com os quais conversei a respeito, leitor da Folha há décadas, me disse: "Vou cancelar a assinatura. Agora deu.".

Fonte: Vi o Mundo / Luiz Carlos Azenha

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Presidência da República é a instituição mais confiável

Realizada pela primeira vez neste ano pelo Ibope Inteligência, a pesquisa “Índice de Confiança Social”, monitoramento da confiança dos brasileiros em instituições e grupos sociais, atesta a disparidade entre os índices de confiabilidade da população na Presidência da República e no Congresso. 

A pesquisa, que contou com 2002 pessoas entrevistadas, com 16 anos ou mais e em número proporcional ao de eleitores de cada região do país, mostra que a confiança na instituição “presidente”, que na média geral atingiu 66 pontos, alcança maior confiabilidade entre pessoas com mais de 50 anos, em especial no Nordeste, onde fica entre as quatro instituições mais confiáveis.

Para Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência, ainda que a pesquisa não seja feita com foco na pessoa do presidente da República, o momento político do país interfere na pesquisa: “É natural que as pessoas personalizem a questão, ainda que não façamos esse tipo de menção. A pesquisa foi realizada no auge da crise do Senado e, não à toa, o Congresso Nacional teve um dos piores índices”.

Instituições democráticas, tais como prefeituras, governo federal e partidos políticos, além dos citados Congresso Nacional e Presidência, contam com maiores índices de confiabilidade nas classes mais baixas.

No caso do Poder Judiciário e da polícia, 16º e 17º colocados, respectivamente, na pesquisa geral, num universo de 22 tópicos, abaixo de instituições como bancos e empresas, Márcia crê que a demora inerente ao trâmite jurídico e a pouca compreensão geral de seu funcionamento estimulam tal falta de confiança: “A morosidade cria uma impressão de impunidade. O banco pode cobrar caro, mas, teoricamente, funciona. Seu dinheiro está lá, há transparência. Sentir-se informado dos acontecimentos tira aquela impressão de que somos vítimas do processo”.

A pesquisa mostra ainda que as ONGs – organizações não-governamentais – alcançam confiabilidade mais alta entre os mais jovens. Já os sindicatos ficaram na terceira pior colocação geral. “Neste caso, a questão das greves é fator decisivo. Por causarem muitos problemas à população geral, este instrumento de mobilização tem sua validade contestada. Enquanto conceito, os sindicatos podem até serem bem vistos, mas enquanto forma de ação, por meio das greves, não”.

Os melhores colocados, como era previsível, foram grupos sociais – família e amigos -, “Igrejas”, representando todo o escopo religioso e o corpo de bombeiros. A quarta colocada entre as instituições são as Forças Armadas. “Elas transmitem segurança apesar de nunca terem sido testadas em momentos de conflito. Quando acionadas, a população brasileira terá uma expectativa alta em relação ao seu papel. Já os bombeiros são colocados à prova diariamente, o que torna ainda mais significativo o resultado”, pondera Márcia.

Fonte: Portal Vermelho, com informações do Blog O Outro Lado da Notícia
(A informação é do jornal Valor Econômico)

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Ciro ironiza visita de Serra ao Ceará

Ainda sem definir o seu futuro político em 2010, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) comentou hoje (27), em Fortaleza, a postura de seus eventuais adversários ao Planalto. O deputado atacou o governador paulista José Serra (PSDB), que hoje (27) visita o Ceará, colocando em dúvida suas intenções. 

"É evidente que a campanha está em marcha, dentro do ritmo do que ela pede ou até mais acelerado do que eu jamais vi. Evidente que alguns são francos, sinceros, que afirma que estão sim num esforço de se candidatar, de viabilizar sua candidatura que é o meu caso. Outros preferem insultar a inteligência alheia dizendo que não são candidatos que estão só quem sabe passeando", disse.

Ciro deixou também um recado para a potencial candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff: "Acho que a ministra Dilma precisa ter um pouco mais de calma, porque tem muita gente ai se valorizando para não lhe entregar a mercadoria depois. Especialmente o PMDB. Eu duvido que o PMDB entregue essa mercadoria."

Sobre uma possível candidatura a presidente do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), o cearense frisou: "Eu reafirmo numa imensa esperança que vocês sejam fiéis ao que eu digo. Eu sou candidato a presidente da República. A definição da minha candidatura à Presidência da República é do meu partido.

E dito isso eu afirmo e essa parte sempre escondem, se o Aécio conseguir se impor dentro do PSDB, isso é tão importante para o Brasil, que a minha candidatura não fica tão agudamente necessária quanto é hoje. Ponto final. É isso que eu digo, reafirmo e repito na esperança de um dia serem fiéis ao que eu digo.".

Quanto a um eventual retorno de Luiz Inácio Lula da Silva em 2014, Ciro disse que "o Lula recusou o terceiro mandato Mas será irresistível na minha opinião com a memória que o povo terá com muita razão do governo que ele fez. Ele é queridíssimo pelo povo. O presidente é um fenômeno originalíssimo na vida brasileira que poderia ter tido no passado e a ditadura interrompeu. É um presidente jovem e será uma importante referência para o debate nacional brasileiro".

Ciro negou que tenha se referido a Serra como "o coiso", quando falou ontem, em Brasília, que há um "coiso" na política brasileira.  "Eu não disse que o Serra era o coiso. O coiso é um ectoplasma. O Serra é uma figura de carne e osso. Respeitabilíssimo. É o governador. Eu fiz uma brincadeira", afirmou para os jornalistas cearenses, no Fórum Nacional de Juizados Especiais, onde foi lançado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador Ernane Barreira, candidato a presidente da República.

Fonte: Portal Vermelho, com informações da Agência Estado

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Nassif: O delegado Panichi nega o episódio

Nassif, em seu blog:

Conversei agora com o delegado Armando Panichi Filho, um dois dois escalados para vigiar Lula na prisão. O delegado acompanhou Lula ao enterro da mãe.

Diz ele nunca ter ouvido falar de nada semelhante ao episódio relatado por César Benjamin. E sustenta ser impossível. Na cela de Lula tinha duas ou três pessoas juntos. No corredor, as celas eram coladas. Qualquer episódio seria percebido ou pelos carcereiros – que davam plantão 24 horas por dia – ou pelos presos das demais celas.

“Nunca ouvi falar disso e não acredito que tenha acontecido e muito menos que houvesse possibilidade de acontecer”, diz o delegado.

Lembra ele que muitos jornalistas freqüentavam o DOPS na época. Se tivesse ocorrido qualquer episódio, eles saberiam. Ou mesmo o delegado Romeu Tuma teria comentado com ele.

O delegado considerou o episódio muito estranho e queria entender qual o motivo da denúncia.

Fonte: Luis Nassif Online

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Noblat: Arruda demite secretário que delatou esquema de corrupção

Durval Barbosa colaborou com a PF em troca de delação premiada. GDF exonerou outros 4 membros do governo investigados pela PF.

Do G1:

A assessoria do Governo do Distrito Federal anunciou nesta sexta-feira (27) a exoneração do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que denunciou um suposto esquema de repasse de dinheiro a aliados do GDF em troca dos benefícios da delação premiada.

Além de Barsosa, foram exonerados o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o secretário de Educação, José Luiz Valente, o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, e o assessor de imprensa do governador, Omézio Pontes. Todos são investigados pela Polícia Federal.

Nesta sexta, a PF, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), realizou um mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), e em gabinetes de deputados da Câmara Legislativa.

A Polícia Federal usou 150 agentes na Operação Caixa de Pandora e apreendeu R$ 700 mil em dinheiro durante as buscas realizadas nesta sexta-feira (27) em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. A PF também fez buscas em casas e gabinetes de secretários do governo, de deputados distritais e em empresas.

A PF não informou se o dinheiro foi apreendido em apenas um dos locais de buscas. No total, os mandados de busca e apreensão eram para 21 pontos no Distrito Federal, dois em Belo Horizonte e um em Goiânia.

Fonte: Blog do Noblat

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Artista se veste de Geisy e faz performance na Uniban


Arquivo Pessoal


C., de 25 anos, estava morando na Europa quando soube do caso e veio ao Brasil protestar


O campus da Uniban em São Bernardo do Campo (aquele onde a estudante Geisy Arruda foi hostilizada pelos colegas por vestir um curto vestido rosa), foi alvo de uma performance de protesto na última quinta-feira (26). O responsável é o artista plástico C., de 25 anos, que além de permanecer anônimo, pediu para ser identificado como alguém “revoltado com a educação no Brasil”. Ele tomou conhecimento do caso quando estava em Berlim, onde vive e estuda, e aproveitou a vinda ao País para protestar.

A manifestação ocorreu na quinta-feira (26), durante o intervalo das aulas do período noturno. Segundo o artista as reações foram as mais diversas. Houve desde alunos que o procuraram para dizer que se tratava de uma atitude válida, até um grupo de rapazes que, à distância, ameaçava “arrancar o brinco daquela franga”. O relato é de um parceiro do intervencionista, que captava o áudio do ambiente. A proposta é transformar o ato num videoarte contra a educação. “A câmera reprimiu esses efeitos”, diz C.

Ainda segundo relatos, a maior parte dos alunos não entendeu do que se tratava e ficou na dúvida se era piada ou protesto. Além de deboche, assobios e risos contidos, pode-se ouvir alguns gritos de “puta”, como no dia em que Geisy foi hostilizada. “Mas dá para ver como eles amansaram depois da mídia ter tratado os alunos como animais”, afirma o artista.

A proposta de C. é sensibilizar os estudantes para um debate que, segundo avalia, não existiu. “O que importa é discutir por que, no ambiente acadêmico, onde a liberdade é apresentada, as pessoas são intolerantes”. Segundo ele, isso é fruto da falta de um ensino superior público de qualidade no País. O que, somado a uma demanda maior por parte da nova classe média brasileira, favorece a mercantilização do estudo.

O fim do protesto teve um quê de prosaico. O videoartista e a equipe de apoio foram interpelados pelo segurança que, amigavelmente, os convidou a se retirarem do campus. Eles foram informados de que era proibido filmar sem autorização. Eles se foram, de forma pacífica. O artista não precisou nem de jaleco branco, nem de escolta policial.

Fonte: Revista Época / São Paulo

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Azenha: A nota de Paulo de Tarso

São Paulo, 27 de novembro de 2009.

Aos profissionais da imprensa.

A respeito do artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, sob o título “Os filhos do Brasil” (pg. A8), de autoria do cientista político César Benjamin, onde sou citado nominalmente como participante de um almoço acontecido durante a campanha de 1994, com a presença do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e outros interlocutores, gostaria de me manifestar publicamente para que não pairem dúvidas sobre a minha versão do acontecido:

1 - O almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu. O publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall e nos tinha sido recomendado pelo empresário Oded Grajew.

2 - Eu, Paulo de Tarso, então responsável pela campanha publicitária do atual Presidente, não me recordo da presença de César Benjamin nesse almoço - embora ele trabalhasse conosco na campanha.

3 - Confirmo a informalidade do almoço, mas absolutamente não confirmo qualquer menção sobre os temas tratados no artigo.

4 - Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa).

5 - Não concordo com o conceito do que foi escrito - um ataque particular à figura do Presidente da República que, na minha opinião como cidadão, independente de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira como representante maior das instituições democráticas.

Sem mais.

Atenciosamente,

Paulo de Tarso da Cunha Santos


Fonte: Vi o Mundo / Luiz Carlos Azenha

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Política: Lambari exemplar

Por Mino Carta

Cesare battisti, eis aí. Esperava ter encerrado o assunto, mas como, a esta altura, fugir dele? O preso da Papuda diz a jornalistas italianos confiar na decisão final do presidente Lula sobre sua extradição. Parece que já não duvida de sua definitiva estada em solo nativo. E acrescenta que, de mais a mais, Berlusconi não o quer na Itália.

Battisti tem direito à esperança. Já quando fala do premier italiano há fortes probabilidades de que esteja certo: a Berlusconi pouco importa se o ex-terrorista volta ou fica. Quem sabe seja melhor que fique. Resta registrar o costumeiro, lamentável engano, a reclamar espaço no Festival de Besteiras que Assola o País desde sempre. Ou, ao menos, desde a risonha época em que Stanislaw Ponte Preta fustigava ridendo mores.

Talvez Battisti aposte, justamente, no Febeapá. Não custa, porém, repetir que a decisão do refúgio tomada pelo ministro Tarso Genro não afronta o governo de Berlusconi, como não afrontaria se houvesse outro em seu lugar. Ofende é o Estado italiano, e tanto mais quando o ministro afirmou que, extraditado, o ex-terrorista sofreria risco de vida. Donde a Itália, Estado Democrático de Direito, não teria condições de assegurar a incolumidade dos seus presos.

Ah, Berlusconi... Entra nas conversas de muitos que dizem militar nas fileiras da esquerda brasileira como se fosse ele o carcereiro depois de ter sido o juiz. Pois é, a célebre esquerda, esta específica esquerda nativa, cujo exato endereço desconheço, enquanto sei daquele do presidente Giorgio Napolitano, ou de Massimo D’Alema, de Piero Fassino e tantos outros de clara extração comunista.

O PCI condenou o terrorismo do chamados anos de chumbo, pela voz inclusive de Enrico Berlinguer, uma das maiores lideranças esquerdistas do século passado. Surpreende-me o ministro Franklin Martins que parece apoiar a tese do asilo a Battisti. Pois o ministro é perfeito exemplo da diferença, diametralmente oposta, entre os anos de chumbo lá deles e os nossos.

Martins empenhou-se até o último sangue contra a ditadura. Pretendia o retorno ao Estado Democrático de Direito, e a prova é a sua própria presença no governo do presidente Lula. Cesare Battisti visava a derrubada do Estado Democrático de Direito em nome dos interesses do proletariado, o qual não precisava dele: já tinha para defendê-lo o próprio PCI e sindicatos muito fortes. Também de outras tendências políticas além da comunista.

É bom que cidadãos como Martins estejam hoje onde estão. É bom, da mesma maneira, que o Ministério Público Federal aponte na direção de quem torturou ou ocultou cadáveres de pessoas assassinadas pela ditadura em diversos quadrantes do País (leia nesta edição a reportagem a respeito).

Algo que reclama atenção é a validade atribuída até hoje, por parte inclusive de juízes reputados, a uma infame Lei da Anistia, imposta pelo regime de exceção. Quem sabe esteja na hora de atirá-la ao lixo.
Eis o caminho correto. Na Itália, contra os terroristas das Brigadas Vermelhas, Prima Linea e similares, aqui contra o Terrorismo de Estado, como se deu na Argentina, no Chile e no Uruguai. De um lado e de outro, contra os inimigos da democracia. E reparem, neste mar Cesare Battisti é um lambari.

Fonte: Carta Capital

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O ataque de César Benjamin

Por José de Abreu

LN

Onde chega a desgraça humana. Por que na hora não encheu o Lula de porrada? Porque não saiu da campanha? Porque nunca disse nada? Por que dizer isso agora? Deus do céu, onde vamos parar?

Tirem as crianças da sala!

Comentário

A Folha não quis endossar a acusação de César Benjamin e transformar em reportagem. Sabe que o jornal não tem credibilidade para criar escândalos. Deixou, então, que o escândalo aparecesse em um parágrafo de um artigo assinado por César Benjamin. Nele, Benjamin narra sua militância revolucionária. No fundo, um baita nariz de cera como desculpa para o ponto central: uma conversa rápida com Lula, na frente de um marqueteiro americano, na qual ele lhe teria dito que, quando preso no DOPS da Frei Caneca, que abusara de um jovem militante.

Há pontos curiosos na história – que nem pode ser descartada nem endossada a priori. Benjamin não era da intimidade de Lula. Participou da campanha de 1994, mas nunca gozou de proximidade maior com Lula.

Pessoas que convivem há trinta anos com Lula – como Ricardo Kotscho, com quem conversei agora – jamais ouviram falar de tal história. Outro militante da época com quem falei, contou ser comum, em conversa de metalúrgico, contar prosa, casos, exageros. Diz não ser possível acreditar que Lula tivesse feito aquilo.

Poderia ter ocorrido na cela ou em outra cela, com outras pessoas? É possível que Lula tenha narrado o episódio em tom escrachado e Benjamin o tivesse como colocado como o algoz?  É possível, mas quem há de saber?

Sabendo, porque a denúncia não foi feita antes? Há a explicação de que denúncias que não são feitas no momento adequado, desaparecem. Mas porque esse episódio, de tal gravidade, não circulou sequer entre militantes, oposição e jornais ávidos por qualquer escândalo? O fato, se ocorreu, foi em uma cela com muitos presos se acotovelando. Se Lula contou para um quase desconhecido, porque não contaria em bares de São Bernardo, em outros ambientes. E, se contou, como entender que a informação não circulou?

Benjamin é, antes de tudo, um ser político. É evidente que o objetivo da suposta denúncia foi político.

Da Folha

ANÁLISE

Os filhos do Brasil

CÉSAR BENJAMIN

ESPECIAL PARA A FOLHA

(…)  São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu (…)

Por Claudio

LN,

Fui condenado a 3 anos de prisão como dirigente do MEP, em 1977.

Jamais ouvi qualquer comentários similar a este do César Benjamim.

Cheguei ao texto do CB pelo seu site. Fiquei enojado.

Sinceramente? Cheguei a sentir vergonha de ter sido militante de esquerda, ter a mesma faixa etária e a mesma origem social e cultural do CB.

Testemunhei o esforço da esquerda marxista de classe média querendo cooptar o Lula e o sindicalismo do ABC.

Para sorte do Brasil, falhamos.

No auge da novela midiática do mensalão, quando CB deu o governo como favas contadas, chegou a caracterizar a excperiência de Lula Presidente como a maior derrota da esquerda!

Stálin,? Revolução Cultural Chinesa? Queda do Allende? Justiçamento da Garota? Submissão ao Comitern?

Atentados contra a vida de inocentes? Não, nada disso mas sim o Governo Lula.

CB escreve bem, é estudioso, tem condições de contribuir com o debate político brasileiro, mais do que eu.

A única vantagem que creio levar sobre CB é a de não ter me equivocado em relação à luta armada.

Qualquer opção sobre a tal da conversa do Lula é ruim para o CB.

1)Se mentira, é mais uma mentira do Cesinha em nome da sua causa política; ser O comissário do povo.

2) Se foi uma blague, um sarro, uma gozação do Lula, lembrar deste tipo de brincadeira como se fosse uma denúnica é mau caratismo ao estilo McCarthy.

3)Se foi uma fala à vera, retratando uma verdade, o silêncio do CB à época foi um ato de covardia; sua denúncia agora, mero oportunismo.

Esta denúncia repercutirá nos blogs da direita. Pululará nos correntes de emails da extrema direita. Não causará danos políticos.

Os engulhos que senti não vem daí. Vem da reflexão sobre o que motiva uma pessoa estudiosa, inteligente e de esquerda como o CB, tanto quando escreve sem inveja como quando dela é vítima.

Fonte: Luis Nassif Online

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Governo deve lançar o Bolsa Gás em 2010

Por Guilherme Barros

O governo deverá lançar em 2010 uma espécie de Bolsa Gás, um programa social do gás para baixar o preço do botijão de 13 quilos.

Os estudos estão sendo conduzidos pelo Ministério das Minas e Energia e pela Casa Civil e devem ser concluídos nos próximos dias.

A forma do programa ainda não foi definida, mas deverá implicar certamente em redução de impostos. Hoje, a carga tributária que incide sobre o botijão corresponde a 25% do preço, o que é considerado muito alta para um gênero de primeira necessidade.

Existem hoje no Brasil cerca de 100 milhões de botijões e são comercializados 33 milhões por mês.

O preço do botijão é livre e varia atualmente entre R$ 35 e R$ 38, dependendo da região. A idéia do governo é de baixar para alguma coisa como R$ 22.

O gás de botijão repesenta 26% da matriz energética residencial.

Fonte: Blog do Guilherme Barros

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Lula diz que governo anterior queria desmontar o Estado

Yara Aquino,
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (27) que o governo anterior considerava que o Estado atrapalhava o desenvolvimento do Brasil e fez de tudo para desmontá-lo.

“Para eles, o mercado era um Deus. A crise financeira internacional, que nós superamos com elogios do mundo inteiro, mostrou que estávamos certos ao recuperar a capacidade de o Estado ser um indutor e organizador do desenvolvimento”, afirmou em entrevista ao jornal Metro, de São Paulo.

Segundo Lula, valeu a pena ter uma visão diferente do governo anterior, e prova disso está na reação do Brasil à crise financeira internacional. “A pior crise mundial dos últimos 80 anos demorou a chegar ao Brasil e nem chegou a esquentar o lugar”.

Na entrevista, o presidente também falou sobre o meio ambiente e disse que é perfeitamente possível integrar as visões desenvolvimentista e ambientalista.

“Eu já disse ao ministro Carlos Minc [do Meio Ambiente] e ao presidente do Ibama que não quero que ocorra destruição ambiental ou injustiça com as populações afetadas pelas obras, mas também não quero que haja morosidade”.

Fonte: Agência Brasil

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Judith Brito: Censura prévia, nunca mais

por Judith Brito (*)

Nos próximos dias o Supremo Tribunal Federal deverá julgar ação do jornal “O Estado de S.Paulo” contra censura que vem sofrendo há mais de 120 dias, impedido  que está por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal,  que investigou denúncias de corrupção contra o empresário Fernando Sarney.  O Supremo, que há alguns meses acabou com a autoritária Lei de Imprensa herdada do regime militar, poderá agora, neste julgamento do caso do “Estadão”, fechar o ano com uma palavra definitiva em favor da liberdade de expressão e contra todo e qualquer tipo de censura prévia. Deverá ser um divisor de águas em benefício não apenas de um jornal, mas de todos os meios de comunicação e do direito geral da sociedade de ser livremente informada.

O julgamento, que promete ser histórico pelo longo alcance de seus desdobramentos, acontecerá graças ao acórdão sobre a decisão relativa à Lei de Imprensa, produzido pelo ministro Carlos Ayres Britto e recentemente divulgado. É um texto memorável, que não deixa dúvida sobre a compreensão do Supremo quanto à liberdade de imprensa no Brasil. “Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário”, diz o texto. O Supremo não poderia ter sido mais claro e preciso. Pois foi exatamente com base nesse acórdão que os advogados do “Estadão” entraram naquela Corte com uma ação judicial chamada simplesmente de “Reclamação”. Eles reclamam que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal não está cumprindo o que determina a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro.

Embora a Constituição brasileira seja absolutamente categórica na impossibilidade da censura prévia, é deprimente a freqüência com que alguns juízes exercem o papel de censores. De forma geral atendendo a pleitos de figuras públicas, que alegam possíveis danos à imagem, esses juízes acabam impedindo a livre circulação de informações. Não importa se é decisão de um juiz. Não importa se é decisão que dura muito ou pouco tempo. É inconstitucional e desrespeita o direito dos cidadãos de serem livremente informados. O julgamento da Lei de Imprensa, considerada incompatível com os preceitos libertários da Constituição de 88, e o acórdão do ministro Ayres Britto jogaram uma luz incontrastável sobre a questão.

A expectativa de todos que consideram a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão como valores maiores da democracia é que o Supremo, no julgamento da reclamação do “Estadão”, mostre na prática aquilo que já definiu conceitualmente. Desta forma, estará apontando o caminho a ser seguido por todos os juízes que no futuro venham novamente a ser provocados a se manifestar sobre a possibilidade da censura prévia. 

 É fundamental registrar: o entendimento de que a censura prévia é uma afronta ao direito dos cidadãos de serem livremente informados e, portanto, uma afronta à  própria democracia, implica também na certeza de que toda veiculação de informação ou opinião pode ser posteriormente punida caso se comprove mentirosa ou caluniosa. É dessa forma que se pratica o jornalismo responsável – independente, instigante, a serviço do interesse público, mas necessariamente cumpridor das leis que regem toda a sociedade.

 Mas censura prévia é um instrumento típico do autoritarismo, em que alguns decidem o que todos podem ou devem expressar e tomar conhecimento. Era assim no regime militar instalado em 64, quando censores ligavam para as redações dos jornais dizendo o que podia ou não podia ser publicado. Ou quando censores ficavam dentro das próprias redações, vigiando cada vírgula do que se escrevia e determinando o que deveria ser cortado. Já é clássico da nossa história recente o recurso usado nessa época pelo mesmo “Estadão” agora censurado pela Justiça, de colocar poemas de Camões no lugar dos textos vetados pelos censores de plantão...

Nestes novos tempos inaugurados pelo julgamento da Lei de Imprensa, em que o Supremo reafirma a liberdade de imprensa como um sobredireito, não é adequada qualquer decisão judicial que venha impedir as informações de chegarem aos cidadãos. Mas certamente caberá aos mais altos representantes desse Poder Judiciário, no julgamento dos próximos dias, restabelecerem o que determina a Constituição. Censura prévia, nunca mais!

(*) Presidente da Associação Nacional de Jornais

Fonte: Comunique-se

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Brasil tem mais ex-fumantes do que fumantes

De acordo com um levantamento inédito feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, o país tem hoje cerca de 24,6 milhões de fumantes, o que corresponde a 17,2% da população brasileira de 15 anos ou mais. A boa notícia é que o contingente de ex-fumantes já soma 26 milhões de pessoas – 1,4 milhão a mais do que o total de fumantes estimado na Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), o primeiro levantamento que traça um panorama detalhado do uso do tabaco no país.


"O número expressivo de pessoas que largam o hábito do fumo revela duas características importantes. A consciência individual do malefício que o fumo traz e as ações das políticas públicas ajudando essas pessoas a largar esse hábito”, declarou Eduardo Nunes, presidente do IBGE, acrescentando que o número de ex-fumantes tende a aumentar ainda mais.

A Petab foi realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Aplicada a uma subamostra (51 mil domicílios) da Pesquisa Nacional por Amostra e Domicílios (Pnad), feita em 2008, a pesquisa usou o mesmo modelo adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em outros 13 países do mundo para avaliar o consumo de tabaco no planeta e a eficácia das políticas públicas de combate ao tabagismo.
Os estados com mais fumantes

O levantamento revelou que a região Sul concentra o maior percentual de fumantes (19%). Os menores foram observados nas regiões Centro-Oeste (16,6%) e Sudeste (16,7%). No levantamento por estados, os que apresentaram maiores percentuais de usuários de tabaco foram o Acre (22,1%), seguido pelo Rio Grande do Sul (20,7%) e pela Paraíba (20,2%). O estado com o menor percentual de fumantes foi o Sergipe, com 13,1%. De acordo com a pesquisa, a esmagadora maioria dos tabagistas (99,5%) fazia uso regular do cigarro, enquanto o restante utilizava outros produtos derivados do tabaco, como rapé e fumo de mascar.

A pesquisa abordou também a cessação do hábito de fumar. Nessa parte, 57,1% dos fumantes responderam que foram advertidos a parar de fumar por serviços de saúde. Da mesma forma, 65% pensaram em deixar o hábito depois de verem os rótulos de advertência nos maços de cigarro – desde 2001 os fabricantes são obrigados por lei a inserir advertências e fotos em uma das faces dos maços.

“Isso demonstra que estamos no caminho certo. Havia muitas críticas no passado em relação a essas fotos que os outros consideravam como muito agressivas ou realistas. No entanto, percebemos que a população entendeu que há um sentido ali de mostrar a realidade para as pessoas" disse ao iG o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, que esteve presente na divulgação da Petab.

Mulheres querem parar de fumar

Entre as mulheres fumantes 57,1% responderam que planejavam abandonar o fumo. Quando o mesmo foi perguntado aos homens, 49,2% informaram o desejo de largar o cigarro. Entre os brasileiros que responderam ter abandonado o hábito de fumar, a pesquisa estimou que 20,1 milhões foram fumantes diários. Entre os que pararam de fumar, predominaram aqueles que largaram o hábito há 10 anos ou mais.

A última estatística do Ministério da Saúde sobre o tabagismo foi em 2003 – quando o Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis mostrou que o índice de fumantes na população acima de 15 anos havia reduzido de 32% para 19% desde 1989.

Fonte: Último Segundo

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Polícia descobre esquema de mesada de empreiteira nos tempos de FHC

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações "por fora" para partidos políticos.

O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior - Bolívia e Peru.

Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões.

O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais.

O Ministério Público Federal (MPF) poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.

"Eu não conheço o documento, portanto não posso me pronunciar", disse o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que coordena a defesa da Camargo Corrêa. Ele observou que o processo e o inquérito correm em segredo de Justiça. "É preciso lembrar que nessa mesma operação já foram divulgadas listas de nomes que depois se verificou dizerem respeito a doações absolutamente legais, declaradas à Justiça Eleitoral."

Planilhas

Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês. O deputado indignou-se com a citação a seu nome.

Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão "Palácio Band" - 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna "Diversos" constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780." Em 10 de novembro de 1995 o então senador Gilberto Miranda teria recebido US$ 50 mil.

A planilha "CPA", página 14, revela quatro pagamentos em 1996, todos supostamente destinados a partidos, denominados "clientes".

Os destaques são de 21 de março, US$ 20 mil para "líder do PMDB, Milton Monti"; 19 de julho, US$ 200 mil para PMDB-PFL/DEM; 24 de julho, US$ 200 mil para PSDB-SP; 13 de setembro, US$ 270 mil para PSDB/PMDB/PFL-DEM/PPB.

Em 1998, mostra outra planilha "CPA", foram pagos US$ 1,52 milhão em 10 parcelas a PSDB, PFL/DEM, PMDB, PPB e PTB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."

FONTE: Blog Democracia & Política, com informações do jornal "O Estado de São Paulo"

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Eduardo Guimarães: Uma amostra de 2010

Escrevo ainda perplexo pelo que acabo de ler. A Folha de São Paulo publicou uma “análise” de um ex-militante do PT acusando o presidente da República, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, de lhe ter confessado que certa vez tentou estuprar um jovem. 

Não vou reproduzir ou sequer “linkar” aquilo. Exala um mau cheiro só comparável ao de quem escreveu e ao de quem publicou. Mas é preciso denunciar. É preciso expor até onde a direita pensa em ir no ano que vem.
Que órgão de imprensa publicaria alguma coisa desse gênero contra um tucano. Uma mera pulada de cerca de FHC foi ocultada por 18 anos. Uma acusação dessas, contra ele, jamais seria publicada. Aliás, acho que não seria publicada contra ninguém, não dessa forma. 

Diante da reação de Dilma Rousseff nas pesquisas, diante do fracasso rotundo do golpe do Apagão, esses meliantes que dirigem o jornal supra mencionado foram desencavar algum ressentido fraco dos miolos. Querem obrigar Lula a processá-lo, é claro – e, com sorte, até ao próprio jornal.

Essa é apenas uma amostra do que pretendem fazer em 2010. É evidente que tentarão dar asas a essa história imunda no ano que vem. Sem provas, a palavra de um contra a do outro, como fizeram com Lina Vieira. 

Chegou a hora de os homens (e, quando digo homens, quero dizer homens e mulheres) dignos das calças que vestem começarem a pensar no maior ato público que este país já viu. Um ato de repúdio a essa ultrapassagem fétida de todos os limites da ética.

Post Scriptum  : Vocês se lembram do que eu disse quando a Folha divulgou, com um pequeno atraso de 18 anos, a história do filho de FHC com a jornalista, e do que eu disse sobre aquela história do Claudio Humberto de falar sobre mais um filho bastardo do tucano?

Post Scriptum 2: Está explicada a divulgação da existência do(s) filho (s) bastardo (s) de FHC. 
Post Scritptum 3: Estou aqui esperando que todos os comentaristas de São Paulo venham se prontificar a ir à porta da Folha dizer na cara desses vermes tudo o que pensamos deles. De novo.

Fonte: Blog Cidadania.com


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