sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A quem interessa tornar a Carta Capital invisível?

Vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo. O artigo é de Leandro Fortes.



Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal). Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.

Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha. Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.

Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.

Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não fazer nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.

Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.


Fonte: Agência Carta Maior

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Brasil vem dando exemplo ao mundo, diz James Galbraith

“A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.
BRASÍLIA – O economista norte-americano James Galbraith afirmou na quinta-feira (16) que o Brasil vem dando ao mundo um exemplo de como enfrentar com sucesso a crise econômica global. Segundo Galbraith, que participou em Brasília de um seminário internacional sobre governança global organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”.

Ao optar por aumentar os investimentos em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de promover arrocho para combater a crise, o Brasil, segundo Galbraith, atravessa atualmente um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais: “O Brasil joga na cara do mundo neoliberal que pode haver crescimento social e econômico sustentável ao lado de um processo democrático funcional”, disse.

Galbraith afirmou que “o processo de governança global comandado pelo mercado financeiro e pela ideologia neoliberal desde o final dos anos oitenta foi um fracasso constrangedor”. O economista lembrou seu livro “O Estado Predatório” para afirmar que o maior perigo econômico da atualidade é deixar que as forças do mercado financeiro voltem a dominar as ações de estado: “A prosperidade dos banqueiros geralmente é contrária à prosperidade geral da população”.

A evolução da desigualdade mundial, segundo Galbraith, está diretamente ligada às diversas crises pelas quais passou o capitalismo financeiro nas três últimas décadas: “Aconteceu uma mudança abrupta e dramática a partir dos anos oitenta. As crises na América Latina, a queda do comunismo no Leste Europeu e a crise asiática de 1997 fazem parte de um fenômeno comum, proporcionado pelo domínio do mercado financeiro, que fortaleceu os países mais ricos e as pessoas mais ricas de cada país”, disse.

Essa sucessão de eventos, segundo a análise do economista norte-americano, culminou com a mais recente crise financeira global, iniciada com o estouro da bolha das hipotecas nos Estados Unidos: “Não aconteceu uma crise da Grécia, mas sim um desdobramento da grande crise de 2008, que foi a maior fraude financeira da história. E, devo dizer, não vamos sair desta crise facilmente ou em breve”.

Desmatamento
Durante o seminário, que foi organizado em parceria com a Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (AICESIS), o Brasil, graças a sua política de combate ao desmatamento, também mereceu elogios do argentino Eduardo Viola, que é professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Viola citou os esforços do país para deter o desmatamento na Amazônia: “De 2004 a 2009, o Brasil reduziu o desmatamento da floresta de 24 mil hectares para sete mil hectares. É um caso único no mundo. Na medida em que o Brasil vai tomando medidas internas acertadas, torna-se um personagem cada vez mais importante nas discussões globais sobre o clima”.

O professor, no entanto, afirmou não acreditar que seja ainda válido o conceito de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento estabelecido pelo Protocolo de Quioto: “É claro que os EUA e os países da União Européia tiveram um papel histórico decisivo no aumento das emissões de gases estufa. Atualmente, no entanto, a China aumenta cada vez mais suas emissões”, exemplificou, lembrando que o país asiático_ que lança anualmente na atmosfera seis toneladas per capita de carbono enquanto os EUA emitem 20 toneladas per capita _ ainda tem “espaço” para aumentar suas emissões.

No caso dos EUA, Viola afirmou que o governo de Barack Obama “avançou muito pouco” na luta contra o aquecimento global, apesar da aprovação no ano passado de uma lei de energia e clima: “A lei aprovada é insuficiente e, em caso de vitória do Partido Republicano nas eleições parlamentares de novembro, a possibilidade de aprovação de uma lei do clima mais abrangente certamente será abandonada”, avaliou.

Fonte: Agência Carta Maior

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

No Brasil, 12 milhões de famílias se alimentam graças ao Bolsa Família

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Bolsa Família é distribuído a 12 milhões de lares e beneficia 50 milhões de pessoas

  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou muitas vezes: ele passou fome em sua infância, em um vilarejo distante no nordeste do Brasil. Uma região ressequida pelo sol equatorial onde, algumas noites, as mães inventam sopas de folhas de cacto para encher a barriga de seus filhos que choram de fome.

  O anúncio, no dia 1º de janeiro de 2003, do programa Fome Zero, foi uma das primeiras ações de seu mandato. Oito anos mais tarde, a três meses de deixar a presidência, o chefe de Estado comemora os resultados obtidos: 28 milhões de brasileiros saíram da miséria. Em 2003, 12% da população (22 milhões) sofria com a fome, um índice que passou para 4,8% em 2008 (10 milhões).

  O programa de combate contra a fome consiste em uma mensalidade atribuída, sob forma de um cartão de crédito, às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza (menos de US$ 1 por dia). O Bolsa Família é hoje distribuído a 12 milhões de lares, ou seja, 50 milhões de pessoas. Seu valor varia em função do número de crianças dependentes que frequentam a escola. Em 2008, o Bolsa Família custou ao Estado US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões), ou seja, pouco menos de 2% do orçamento. Mas trata-se do maior programa de redistribuição de riquezas do mundo.


  Desnutrição em recuo de 73%

  Houve um debate para saber se seria necessário obrigar os beneficiários a comprar comida com o dinheiro pago. No final a bolsa foi confiada à chefe da família, seja mãe, avó ou irmã, com a convicção de que ela serviria para preencher as marmitas. A desnutrição recuou em 73%.

  Essencial, essa bolsa é também considerada insuficiente por Candido Grzybowski, diretor da ONG Ibase: “Ela atendeu à urgência, mas se for suspensa amanhã, essas pessoas ainda morrerão de fome. É preciso complementá-la com reformas estruturais, especialmente na educação, para oferecer um outro futuro às crianças”.

  “O problema da fome continua sendo uma preocupação para Dilma Rousseff, candidata à sucessão do presidente Lula”, garante o coordenador de seu programa de governo, Alessandro Teixeira. “Se ela for eleita, melhorará o Bolsa Família”. Seu adversário da oposição, José Serra, do Partido Social-Democrata Brasileiro (PSDB), também se comprometeu a manter a bolsa ainda que o PSDB muitas vezes tenha a chamado de “programa assistencialista”. Um estudo do Ibase mostrou que os beneficiários temem que a bolsa acabe.

  Muitas vezes citada como exemplo entre autoridades internacionais, a vontade do Brasil também permitiu ao país ter ambições diplomáticas: “O Brasil nunca teria credibilidade no cenário mundial se houvesse ignorado essas terríveis desigualdades sociais com sua população morrendo de fome”, acredita Marco Aurélio Garcia, assessor diplomático do presidente Lula.

  Tradução: Lana Lim

  De: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2010/09/15/no-brasil-12-milhoes-de-familias-se-alimentam-gracas-ao-bolsa-familia.jhtm

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Deu no Jornal II


Lendo a edição de domingo, 29/08, deparei com uma notícia muito estranha. É que o deputado Rodrigo Maia, Presidente do DEM usou uma mentira para desmentir a Dilma no Debate da UOL/Folha de São Paulo. A Dilma teria afirmado que o partido do vice do Serra era contra o ProUni e queria acabar com ele. Diante da afirmação de Dilma, ele a chamou de mentirosa.

A verdade veio em seguida, Ao ser criado pela MP 213 no dia 10 de setembro de 2004, duas semanas depois o PFL, pai do DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a iniciativa, a Adin 3.314.

Como representante e herdeiro das oligarquias agrárias desse país, sempre foi um partido elitista e aristocrático que morrem de medo de que o povo se instrua e coloque em questão suas diretrizes direitistas e ditatórias. Ditatoriais, sim. Afinal esse partido é o que sobrou da ARENA, partido que sustentou politicamente a ditadura militar no país por mais de 20 anos.

O ProUni já formou 110 mil alunos e contempla mais 450 mil que não teriam a menor chance de estudar numa faculdade se não fosse o programa. Ele contribui e muito para a formação de uma mão-de-obra mais especializada e proporciona a mobilidade social, esses formandos são a cara da nova classe média brasileira, assim como um programa similar instituído nos EUA depois da Segunda Grade Guerra, quando formaram 2,2 milhões de veteranos.

Aí aparece o José Lino de Souza Barros na propaganda do Anastásia perguntando se era melhor votar nos candidatos da coligação da qual o DEM faz parte, no que é prontamente concordado pelo entrevistado que se resume a concordar com uma pergunta que já vem pronta e, com um ponto de interrogação no final.
Você que não tem pai rico, que não ganha o suficiente para custear seus estudos, pense bem antes de votar, conforme o resultado do julgamento no Supremo, o seu direito de estudar pode ser cassado. 

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Deu no Jornal

Por Nélio Azevedo

Segundo o informativo “The Economist”, a América Latina deixou de ser o quintal do mundo civilizado e desenvolvido para se tornar a região que mais atrai capital de investimentos estrangeiros que desistiram da truculenta China.

A região que cresce acima de 5% ao ano tirou mais de 40 milhões de pessoas da pobreza entre 2002 e 2008; o Brasil teve um desempenho parecido e sozinho tirou mais de 30 milhões de pessoas da miséria, fazendo com que a classe “C” se tornasse mais da metade da população brasileira, com uma renda entre R$ 1.126,00 e R$4.854,00 de acordo com a última Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), relativa a 2009.
Mesmo em tempos de crise, 2008-2009, 3.172.653 pessoas subiram para a classe “C”.

Os índices sintéticos de potencial de consumo indicam a sustentabilidade desse crescimento, apontando que o lado trabalhador está prosperando mais do que o do consumidor, e, isto significa melhoria no padrão de qualidade de vida.

Ainda na mesma reportagem publicada no Jornal “O Tempo” do dia 11/09/2010, o professor da FGV, Marcelo Nery, mostra que a renda média dos brasileiros cresceu 7,7% de julho de 2009 a julho de 2010 e, que o Índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou 1,4% no mesmo período, de acordo com as pesquisas do IBGE.

A renda das mulheres também apresenta índices animadores de crescimento, acima do crescimento da renda dos homens. O país deve alcançar os menores índices de desigualdade desde 1960.

O Brasil que tínhamos 42 milhões de pobres em 2003 (a FGV considera pobre quem tem renda mensal menor do que R$144), agora 19,5 milhões de pessoas saíram dessa condição, num processo que se mantém e cresce, sendo que o maior responsável por esse fenômeno são as políticas sociais de distribuição e transferência de renda do governo Lula, tão atacado e criticado pela oposição; argumento principal dos que não concordam com o sucesso desse governo.

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domingo, 12 de setembro de 2010

Perdida na política, mídia vira polícia

*Brizola Neto
Cada um de nós deve estar consciente que, nestas três semanas finais até as eleições, as editorias políticas dos grandes veículos de comunicação se transformarão - algumas já se transformaram - em delegacias de polícia. Não tendo como contestar os avanços e sucessos na economia, nas políticas socais, nos salários e na renda, a direita brasileira tenta, de todas as formas achar um caso de corrupção ou mesmo de tráfico de influência que substitua o programa que não tem para o país.

Os jornalistas converteram-se em detetives, o jornalismo em inquérito criminal e as reportagens em boletins de ocorrência. À disputa política, querem reduzi-la a isso, a questões policiais.

Todas as denúncias devem ser investigadas, quem delinquiu deve ser punido, mas não é justiça o que procura: o que se deseja é o linchamento moral e político da força que unificou a vontade brasileira de ser um povo e um país. Não li ainda os jornais, sei que a Veja promete gravações, sei que a Ministra Elenice Guerra prepara-se para enfrentar judicialmente a revista - e, espero, os que a ela se associarem na campanha de acusações até agora improvadas.

É inevitável que tenhamos de acompanhar estes fatos e factóides, até porque eles são e serão o discurso da candidatura Serra, as capas dos jornais, o noticiário das televisões, o programa que a direita não tem a apresentar ao povo brasileiro.

Nosso papel, na internet, é informar, contestar o que deva ser contestado, publicar o que for escondido, não tem medo ou receio de expor a verdade.

Mas não são estes fatos - ou factóides - a razão de nenhum alvoroço. Os fatos já não importam à imprensa, o que importa é o uso político que possam ter, pouco se lhes dando se são ou não verdadeiros ou pontuais.
A razão que os move é a mudança de rumos do país.É isso o que não aceitam.

Por mais que seja importante, neste momento, esclarecer acontecimentos ou suposições de acontecimentos, mais importante é esclarecer a população dos interesses que os grupos de comunicação sustentam com eles. E não tem medo de dizer que a democracia, no Brasil, não pode conviver com a máfia de comunicação que, confessadamente, tenta substituir a legítima, mas desmoralizada, oposição política a este Governo.

É a retomada de uma história golpista que, meio século depois de 54 e de 64, se reedita, agora em papel e imagens coloridas.

O processo eleitoral, embora já pareça ter um resultado previsível, pode ter outro, imprevisto e positivo.
Se em matéria de desenvolvimento econômico, justiça social, salários, consumo, emprego, produção e soberania, o Brasil está se transformando e provando que é possível outro modelo - mais aberto, mais democrático, mais inclusivo - tornou-se evidente que é indispensável mudar, também, em matéria de comunicação e informação.

E esta batalha, ao contrário da eleitoral, não vai se encerrar a 3 de outubro. Prosseguirá e será dura, ao longo do próximo governo, o de Dilma.

Um combate se trava atento a cada golpe, mas uma batalha só se vence quando não se tira os olhos do horizonte.

*Reprodução de texto de Brizola Neto publicado em www.tijolaco.com

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Folha.com abala a Tradicional Família Mineira


Moacir Japiassu (*)


Se saiu na Folha é claro que também pode sair aqui nesta coluna, lida por adultos inteligentes.
Refiro-me ao susto pelo qual passou o considerado Camilo Viana, diretor da sucursal da Folha de São Paulo em BH, homem sério e temente a Deus, que lia a Folha.com e descobriu o seguinte destaque na página de esportes, algo capaz de causar revolta no seio da Tradicional Família Mineira:

Espanha tem jogadora chamada Ana Buceta


Se no futebol masculino a Espanha é referência após a conquista da Copa do Mundo na África do Sul, no feminino a seleção se destaca apenas na categoria sub-19. E em razão de um nome em particular: Ana Buceta.

A meio-campista de 17 anos, considerada uma das grandes revelações de seu clube, El Olivo, disputou o último Campeonato Europeu de seleções sub-19, em junho. A Espanha foi eliminada ainda na primeira fase, após derrotas para França (1 a 0) e Holanda (2 a 0). Na vitória sobre a Macedônia (6 a 0), no entanto, Ana Buceta fez um gol.

Segundo a imprensa local, Ana Buceta tem propostas para se profissionalizar, mas, antes, quer terminar os estudos na Galícia, região onde mora. Ela já havia disputado o Campeonato Europeu sub-17 pela Espanha.

(Se ainda estiver no ar, confira aqui.)

Fonte: Portal Comunique-se

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

O passado e o presente da imprensa brasileira

A revista Época fez o que se espera da Globo, um dos pilares de sustentação da ditadura militar: resgatou a agenda da Guerra Fria e destacou na capa o “passado de Dilma”. O ovo da serpente permanece presente na sociedade brasileira. O que deveria ser tema de orgulho para uma sociedade democrática é apresentado por uma das principais revistas do país com ares de suspeita. Os editores de Época honram assim o passado autoritário e anti-democrático de sua empresa e nos mostram que ele está vivo e atuante. No RS, jornal Zero Hora aplaude suspensão de indenizações às vítimas da ditadura e fala do risco de instituir uma "bolsa anistia".
As empresas de comunicação têm o hábito de se apresentarem como porta-vozes do interesse público. Em que medida uma empresa privada, cujo objetivo central é o lucro, pode ser porta-voz do interesse público? Essas empresas participam ativamente da vida política, econômica e cultural do país, assumindo posições, fazendo escolhas, pretendendo dizer à população como ela deve ver o mundo. No caso do Brasil, a história recente de muitas dessas empresas é marcada pelo apoio a violações constitucionais, à deposição de governantes eleitos pelo voto e pela cumplicidade com crimes cometidos pela ditadura militar (cumplicidade ativa muitas vezes, como no caso do uso de veículos da ão Paulo durante a Operação Bandeirantes). Até hoje nenhuma dessas empresas julgou necessário justificar seu posicionamento durante a ditadura. Muitas delas sequer usam hoje a expressão “ditadura militar” ao se referir aquele triste período da história brasileira, preferindo falar em “regime de exceção”. Agem como se suas escolhas (de apoiar a ditadura) e os benefícios obtidos com elas fossem também expressões do “interesse público”.

Apoiar o golpe militar que derrubou o governo Jango foi uma expressão do interesse público? Ser cúmplice de uma ditadura que pisoteou a Constituição brasileira, torturou e matou é credencial para se apresentar como defensor da liberdade? O silêncio dessas empresas diante dessas perguntas já é uma resposta. O que é importante destacar é que a semente do autoritarismo, da perversidade e da violência prossegue ativa, conforme se viu neste final de semana (e se vê praticamente todos os dias).

A revista Época fez o que se espera da Globo, maior empresa midiática do país e um dos pilares de sustentação da ditadura militar: resgatou a agenda da Guerra Fria e destacou na capa o “passado de Dilma”. O ovo da serpente permanece presente na sociedade brasileira. O que deveria ser tema de orgulho para uma sociedade democrática é apresentado por uma das principais revistas do país como motivo de suspeita. Os editores de Época honram assim o passado autoritário e anti-democrático de sua empresa e nos mostram que ele está vivo e atuante.

Indenizações às vítimas da ditadura

De maneira similar, aqui no Rio Grande do Sul, o jornal Zero Hora publicou um editorial apoiando a decisão do TCU de questionar às indenizações que estão sendo pagas às vítimas de perseguição e maus tratos durante a ditadura, ou “regime de exceção”, como prefere a publicação. Trata-se, segundo a RBS, de defender um “princípio da razoabilidade”. “Ninguém tem direito a indenizações perdulárias ou a aposentadorias e pensões que extrapolam critérios de prudência, ponderação e equilíbrio”, diz o texto. Prudência, ponderação, equilíbrio e razoabilidade: foram esses os valores que levaram o jornal e sua empresa a cerrarem fileiras ao lado dos militares que rasgaram a Constituição brasileira? Quanto dinheiro os proprietários da RBS ganharam com esse apoio? Não seria razoável e ponderado defender que indenizassem a sociedade brasileira pelo desserviço que prestaram à democracia?

É cansativo, mas necessário relembrar. Sempre. Como a maioria da grande mídia brasileira, a empresa gaúcha apoiou o golpe que derrubou João Goulart. O jornal Zero Hora ocupou o lugar da Última Hora, fechado pelos militares por apoiar Jango. Esse foi o batismo de nascimento de ZH: a violência contra o Estado Democrático de Direito. Três dias depois da publicação do Ato Institucional n° 5 (13 de dezembro de 1968), ZH publicou matéria sobre o assunto afirmando que “o governo federal vem recebendo a solidariedade e o apoio dos diversos setores da vida nacional”. No dia 1° de setembro de 1969, o jornal publica um editorial intitulado “A preservação dos ideais”, exaltando a “autoridade e a irreversibilidade da Revolução”. A última frase editorial fala por si:

“Os interesses nacionais devem ser preservados a qualquer preço e acima de tudo”.

Interesses nacionais?

A expansão da empresa se consolidou em 1970, com a criação da RBS. A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios.

Como a revista Época, Zero Hora é fiel ao seu passado e exercita um de seus esportes favoritos: pisotear a memória do país e ofender a inteligência alheia. O editorial tenta ser ardiloso e defende, no início, as indenizações como decisão correta e justa. Mas logo os senões começam a desfilar: os exageros nas indenizações de Ziraldo, Lula, Jaguar e Carlos Lamarca, “outro caso aberrante segundo o procurador”. A pressão exercida por setores militares junto ao governo e ao Judiciário é convenientemente omitida pelo editorial que fala do “risco” de as indenizações se transformarem em algo como “uma bolsa-anistia”.

O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão Pires Junior, divulgou uma esclarecedora nota a respeito da decisão do TCU e das pressões que vem sendo exercidas contra o processo das indenizações. A capa da revista Época e o editorial de Zero Hora mostram que as empresas responsáveis por essas publicações permanecem impregnadas do autoritarismo que alimentou seu nascimento e expansão. É triste ver jornalistas emprestando sua pena para inimigos da democracia e da liberdade. Pois é exatamente disso que se trata. Esse é o conteúdo que habita a caixa preta de boa parte da imprensa brasileira.

Fonte: Agência Carta Maior

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mensagem do Presidente Lula a todos os internautas brasileiros

Mensagem do Presidente Lula, dirigida a todos os internautas brasileiros

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu Não Falei?

Por Nélio Azevedo

Há poucas semanas eu escrevi um texto sobre a vantagem da Dilma nas pesquisas e afirmei que uma das conseqüências disso seria o endurecimento dos ataques que o PSDB faria à candidata Dilma Russef.

É só uma repetição de outros fatos semelhantes que ocorreram em outras eleições passadas, vocês se lembram do seqüestro do Abílio Diniz? Como esse episódio foi explorado pela candidatura do Fernando Collor?

Essa história de que o PT tem ligações com as FARC é o exemplo da baixaria que sempre toma conta dos candidatos que lançam mãos de argumentos como estes para sair de situações desfavoráveis apontadas por pesquisas.

Geralmente o fazem por saber que não lhes acontecerá nada, passadas as eleições, ninguém se lembrará desses tristes episódios que povoam nossas eleições.

Infelizmente, não são somente os candidatos que abaixam o nível, alguns jornais e revistas usam todo tipo de coisa para enaltecer ou denegrir a imagem dos candidatos, alguns são da preferência dos periódicos, outros são persona non grata.

As coisas mais comuns que encontramos são fotografias coloridas de uns e em preto e branco de outros, o tamanho das fotos e a ordem de aparecimento delas nas páginas; as manchetes ou títulos das matérias, ora benéficas, ora maléficas.

Quando determinado candidato se encontra na frente nas pesquisas, se não for o candidato da preferência do editor, ele só falta dizer que o número maior vale menos do que os números menores, tamanho o descaramento dos artifícios que se usa para deturpar e desinformar ao leitor-eleitor.

 Não raro escutamos candidato atrás nas pesquisas afirmar que pesquisa não ganha eleição e que só acredita na pesquisa das urnas, pouco tempo depois, se ele melhora nas pesquisas, afirma categoricamente que as pesquisas apontam que estão no rumo certo, que a vitória lhe sorrirá.

Os nossos jornais e revistas deveriam ter um papel mais informativo perante a população, não essa mania de serem veículos de formação de opinião; sabem, com certeza, que o brasileiro tem preguiça de pensar e prefere pegar um prato mastigado de notícias e engolir sem questionar o que se lhes apresentam, tornando mais danosa a prática quando essa revista ou jornal representa o pensamento de uma determinada classe ou simplesmente a do dono do jornal.

Outra coisa que já está mais do que gasto é essa mania que alguns candidatos têm de repetir os passos de outros. Fulano de tal venceu a eleição porque comeu buchada de bode na feira de caruaru, seus seguidores todos repetem o ato numa repetição idiota, numa tentativa de ser popular e, os cafezinhos no Café Nice, o pedaço de abacaxi no Mercado Central, o almoço no Restaurante Popular e o cumprimento aos garis, serviçais de restaurantes, transeuntes e a beijação de crianças, uma prática que já está mais prá lá de ultrapassada; a população está querendo é outra coisa; está querendo é solução para os problemas de trânsito, de segurança, de falta de escolas, de trabalho e emprego, da falta de atendimento nos postos de saúde e outras coisas que fazem parte do dia-a-dia do brasileiro comum, que os nossos políticos não percebem ou já se esqueceram.

Vocês já repararam como menor de rua não dá mais votos? Não vejo ninguém se referir a esse problema, parece que não existem mais meninos de rua no Brasil.

Nessa semana a candidata Dilma aparece novamente na frente do Serra, podem esperar que irá chover baixaria na campanha, imaginem o que virá nos programas eleitorais; e, com a falta de dinheiro na campanha do Serra, (mais baixa 3,6 milhões) ele terá que sair para o ataque frontal e direto, expondo sua fraca defesa.

Eleitores, fiquem atentos aos programas, quando você vir um candidato que fala mais do seu adversário do que dele próprio, é porque não tem muito a dizer de si mesmo.   

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