terça-feira, 23 de junho de 2015

Entrevista de Aécio Neves


BOMBÁSTICO - Vejam o que o Aécio falou sobre o Lula !
BOMBÁSTICO - Vejam o que o Aécio falou sobre o Lula ! REPASSEM ESTE VÍDEO AO MÁXIMO !
Posted by Poder ao Povo on Sábado, 21 de março de 2015

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cientistas usam terapia genética para restaurar audição em ratos


Cientistas usaram a terapia genética e conseguiram restaurar parcialmente a audição e o equilíbrio em ratos surdos, segundo um estudo publicado esta segunda-feira na revista Nature Medicine.
A pesquisa, ainda em estágio inicial e restrita a animais de laboratório, pode abrir novos caminhos para combater a síndrome de Usher, uma forma de surdez humana hereditária que costuma ser acompanhada de cegueira.
Cientistas chefiados por Michelle Hastings, da Universidade Rosalind Franklin de Medicina e Ciência em Chicago, Illinois, trabalharam com um gene denominado USH1C, que atua no "Tipo 1" da síndrome de Usher.
O USH1C controla uma proteína denominada harmonina, que desempenha um papel principal nas células capilares na cóclea do ouvido interno, que respondem a ondas de som e enviam sinais elétricos ao cérebro.
A equipe projetou uma fibra minúscula de material genético, denominado oligonucleotídeo antisense para "desligar" uma versão defeituosa do gene que produz formas truncadas da proteína.
O tratamento foi injetado em camundongos recém-nascidos, geneticamente modificados para ter a mutação.
Uma única injeção conseguiu restaurar parcialmente sua audição em frequências muito baixas e também diminuiu os movimentos de cabeça provocados pelo equilíbrio prejudicado.
"Estes efeitos foram mantidos por alguns meses, fornecendo evidências de que a surdez congênita pode ser efetivamente superada com tratamento precoce para corrigir a expressão genética", destacou o estudo.
Depois do experimento, um camundongo foi dissecado e descobriu-se que em suas cócleas cresceram algumas células capilares.
O sucesso dos oligonucleotídeos antisense fornece uma nova arma na busca de superar a surdez.

Fonte: em.com.br

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O reajuste da gasolina

Por MV Meireles


O governo federal anunciou o reajuste do preço da gasolina em 6,6% nas refinarias e 4,4% nas bombas dos postos. Logo começou uma guerra de informação e contra informação nas redes sociais motivada pela boataria da “grande imprensa” para tentar desqualificar a redução da tarifa de energia elétrica.

Sob o argumento direto ou indireto de que a redução foi para compensar o aumento do preço do combustível, a “grande mídia” mais uma vez conseguiu inflar setores da classe média, sempre ela, contra o governo por aumentar o preço da gasolina e tornar 4% mais caro andar de carro.

Obviamente que o reajuste do preço do combustível não é sentido apenas por quem possui automóvel. Como produtos precisam ser transportados e máquinas em fábricas precisam de gasolina e derivados para funcionar nas fábricas, a variação do preço deve ser repassada em vários produtos.

Mas nem de longe todo o alarde provocado merece ser levado a sério.

Primeiro que a gasolina mesmo fazendo parte da cadeia produtiva e na logística de transporte de mercadorias e de massa, ela não é a maior parte dos custos. Portanto os 4,4% de reajuste quando inclusos junto aos outros itens não altera quase nada.

Segundo que este é o primeiro reajuste para cima nas refinarias em quatro anos e em 2009 o reajuste foi negativo, ou seja, o preço da gasolina baixou.

Entre as ladainhas dos alarmistas de ocasião está que o Brasil não é autossuficiente em petróleo devido ao fato de importarmos petróleo. Também questionam o preço da gasolina por aqui ser maior do que em países que nem produzem o óleo.

Importamos petróleo por causa do tipo de óleo que produzimos. Existem dois tipos: leve e pesado. Nossa produção é em sua maioria pesado o que não é o melhor para fazer gasolina e sim asfalto e combustível de máquinas. Mas dá para fazer gasolina desse tipo, só que sai mais caro. Importamos o tipo leve, que são apenas 6% de nossa produção. Essa relação de importação e exportação está mais para uma troca com mercados externos. Sim, nós também exportamos petróleo.

Nossa produção supre perfeitamente nossa demanda. Além do mais também temos o Etanol. Combustível feito de cana-de-açúcar e milho. No Brasil a predominância é da cana. Nossa gasolina contém um percentual de etanol variando em torno de 30%. Não temos dependência total da gasolina.

Se considerarmos que o aumento do preço da gasolina vai ser usado em sua totalidade nos preços de outros produtos e serviços – o que seria uma excrescência – a variação dos preços seria mínima. Estamos falando de 4,4% e não 40%!

O salário mínimo no Brasil foi reajustado em 239% nos últimos dez anos para uma inflação, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em torno de 99%. O ganho real no período foi de 140%.

Mas de todos os argumentos, há um que não permite que nenhuma tese alarmista se sobressaia. Não tem rebolo argumentativo que derrube.

O reajuste de 4,4% é abaixo da inflação!

Fonte: Grupo Cidadania Brasil

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Cientistas transformam DNA em dispositivo para armazenar dados


PARIS, France - Cientistas britânicos anunciaram um salto na busca para transformar o DNA em uma forma revolucionária de armazenamento de dados.

Uma seção de DNA criada pelo homem consegue armazenar montanhas de dados que podem ser congeladas a vácuo, transportadas e armazenadas, potencialmente por milhares de anos, afirmaram.

Os conteúdos são "lidos" decifrando-se o código genético - como é feito rotineiramente hoje - e transformando-os em código de computador.

"Nós já sabemos que o DNA é uma forma robusta de armazenar informação porque podemos extrai-lo de ossos de mamutes, que datam de dezenas de milhares de anos, para estudá-lo", afirmou Nick Goldman, do Instituto Europeu de Bioinformática (EBI) em Cambridge.

"Também é incrivelmente pequeno, compacto e não precisa de qualquer energia para armazenamento, além de ser fácil de transportar e manter", acrescentou.

O DNA, molécula da vida, é formada por uma dupla hélice de compostos - uma longa "escada" em espiral molecular, compreendendo quatro degraus químicos: adenina, citosina, guanina e timina, que se combinam aos pares. A citosina (C) combina com a guanina (G), enquanto a timina (T) combina com a adenina (A).

A sequência de letras compõe o genoma ou a estrutura química sobre a qual a vida é criada e sustentada. O DNA humano tem mais de três bilhões de letras, emaranhadas em pacotes de 24 cromossomos.

O projeto consiste em traduzir os dados genéticos para a linguagem binária do computador (0 e 1) e transcrevê-los em um código de "base 3" (ternário), que utiliza zeros, uns e dois.

Os dados são transcritos pela segunda vez como código de DNA, que se baseia em A, C, G e T. Um bloco de cinco letras é usado para um único dígito binário.

As letras são então transformadas em moléculas, usando produtos químicos de laboratório.

Segundo os cientistas, o trabalho não empregou DNA vivo, nem buscou criar qualquer forma de vida e, na verdade, o código feito pelo homem seria inútil para qualquer fim biológico.

"Não temos qualquer intenção de brincar com a vida", disse Goldman.

Apenas trechos curtos de DNA podem ser feitos, o que significa que a mensagem precisa ser cortada em pequenas seções de 117 letras, cada uma aderida a uma pequena etiqueta, como uma "comutação de pacotes" (técnica em que a mensagem é dividida e enviada em pequenos pacotes) na internet, o que permite que os dados sejam reagrupados.

Para provar sua teoria, a equipe codificou uma gravação em MP3 do discurso "Eu tenho um sonho", de Martin Luther King; uma foto digital de seu laboratório; um arquivo PDF do estudo de 1953 que descreveu a estrutura de DNA; um arquivo com todos os sonetos de Shakespeare; e um documento que descreve a técnica de armazenamento de dados.

"Nós baixamos os arquivos da internet e os usamos para sintetizar centenas de milhares de pedaços de DNA. O resultado parece com uma minúscula partícula de poeira", explicou Emily Leproust, da empresa americana de biotecnologia Agilent, que pegou os dados digitais e os utilizou para sintetizar moléculas de DNA no laboratório.

A Agilent enviaram por correio a amostra de volta ao EBI, na Inglaterra, onde os cientistas encharcaram o DNA com água para reconstitui-lo e usaram equipamento padrão de sequenciamento para desvendar o código. Eles recuperaram e leram os arquivos com 100% de exatidão.

O trabalho se segue a um avanço feito no ano passado, quando cientistas da Universidade de Harvard anunciaram ter armazenado 700 terabytes de dados - o suficiente para armazenar cerca de 70.000 filmes - em uma grama de DNA.

O novo método elimina o risco de erro na leitura do DNA, afirmam os cientistas, cujo trabalho foi publicado na edição desta semana da revista Nature.

"Nós pensamos, vamos partir o código em muitos fragmentos sobrepostos indo nas duas direções, com informação indexada indicando onde cada fragmento se encaixa no código geral, e fizemos um esquema codificado que não permite repetições", explicou Ewan Birney, co-autor do estudo.

"Desta forma, você precisaria cometer o mesmo erro em quatro diferentes fragmentos para falhar e isto seria muito incomum", emendou.

A informação se acumula maciçamente no mundo e o armazenamento de tantos dados é uma dor de cabeça. Discos magnéticos e ópticos são volumosos, precisam ser mantidos em ambientes frios e secos e são propensos a se degradar.

"A única limitação (ao armazenamento em DNA) é o custo", disse Birney, ressaltando que estes valores tendem a cair.

O sequenciamento e a leitura do DNA levam umas duas semanas com a tecnologia atual, portanto não seria recomendável para a recuperação instantânea de dados. Mas, seriam apropriados para dados armazenados entre 500 e 5.000 anos, como uma enciclopédia do conhecimento e da cultura humanas, por exemplo.
 Com informações do em.com.br

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Brasil vence Olimpíada Ibero-americana de Física 2012


Agência FAPESP – O Brasil obteve a primeira colocação na 17ª Olimpíada Ibero-americana de Física, realizada entre os dias 17 e 22 de setembro em Granada, na Espanha.
A equipe brasileira, composta pelos estudantes de ensino médio Ilo Pereira Sá Emerenciano, Victor Matheo de Souza Fernandes, Luciano Drozda Dantas Martins e Liara Guinsberg, conquistou duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Com isso, o país obteve pela sexta vez o primeiro lugar no quadro de medalhas da competição da qual participa desde 2000.
“As conquistas demonstram o alto nível de competitividade dos estudantes brasileiros em olimpíadas internacionais de física”, disse Euclydes Marega Júnior, coordenador da Olimpíada Brasileira de Física e pesquisador do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos.
“Nessas competições, tem aumentado a participação feminina. Este ano, além da Liara, Lara Timbó Araújo, de Fortaleza, ganhou medalha na Olimpíada Internacional de Física”, disse Marega.
Além das seis vitórias alcançadas na Olimpíada Ibero-americana de Física, o Brasil terminou em segundo lugar em outras quatro edições da competição internacional.
Mais informações: www.sbfisica.org.br

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Apple processa igreja por usar imagem de maçã na história de Eva



O pecado original terá que ser revisto. A Apple processou a igreja católica por usar a imagem da maçã na história de Eva. Segundo a empresa de Cupertino, a maçã é vista como algo pecaminoso na Bíblia e não pode continuar assim. A Apple, inclusive, registrou a patente da maçã e a fruta terá que ter outro nome.
A briga entre a Apple e a Igreja promete. Afinal, as duas são as empresas mais lucrativas do mundo. Em outra ofensiva nos tribunais, a empresa também pediu que Nova Iorque pare de usar a imagem da maçã. A Apple quer que todos os produtos turísticos que usem o nome “Big Apple” sejam retirados do mercado.
Em comunicado, a empresa diz que a patente da maçã não foi registrada antes da Bíblia, mas isso não invalida o processo. “A história do mundo pode ser dividida entre o antes da Apple e o depois da Apple. E antes da Apple simplesmente não existia nada”, diz a nota, com humildade.
Esta é a notícia divulgada pelo site Sensacionalista, que se intitula "um jornal isento de verdade". Não levem a sério, pois é brincadeira mesmo!
Fonte: O Sensacionalista 

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Britânica chega a ter até 100 orgasmos em um único dia

Fenômeno é provocado por doença rara e, ao contrário do que parece, causa grande sofrimento à mulher




Enquanto algumas pessoas têm dificuldades para chegar ao orgasmo, Kim Ramsey sofre com o problema oposto: a enfermeira britânica de 44 anos é obrigada a conviver com até 100 espasmos sexuais por dia. Na grande maioria das vezes, os orgasmos são involuntários e não têm relação com o sexo. Devido a uma sensibilidade incomum dos nervos genitais, quaisquer movimentos pélvicos, inclusive os resultantes de atividades corriqueiras, tornam-se sensações sexuais. A mulher sente-se estimulada e atinge o clímax até quando anda de carro ou realiza tarefas domésticas.

Engana-se, contudo, quem pensa que Kim sente-se satisfeita com a situação. A involuntariedade e a frequência com que os orgasmos ocorrem fazem-na se sentir constantemente cansada, com dores e incapaz de ter uma relação sexual.

O fenômeno vivido por Kim tem explicação científica. Ela sofre de uma doença incurável, intitulada Transtorno de Excitação Genital Persistente e causada por danos nos nervos genitais, causados por cistos. No caso da britânica, a síndrome provavelmente foi causada pela queda de uma escada, há cerca de 10 anos.

Kim descobriu o problema em 2008, ao fazer sexo com um namorado novo. Após o ato, ela teve orgasmos seguidos por quatro dias e ficou tão desesperada que chegou a se sentar sobre gelo. “Achei que tinha ficado louca”, relatou ao jornal britânico Daily Mail.

Ainda não há dados precisos sobre a incidência do Transtorno de Excitação Genital Persistente na população mundial. Devido a sentimentos de culpa, vergonha e medo de rejeição, acredita-se que muitas mulheres afetadas pela doença estejam sofrendo em silêncio.

Fonte: Portal Uai

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas



Texto segue agora para apreciação na Câmara dos Deputados

Agência Senado
 (Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.

Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.

Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.

A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

Debate

A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.

Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma.

– Em nome da liberdade de expressão e da atividade jornalística, que comporta várias formações profissionais, sou contra essa medida – disse o senador.

Defesa do diploma

Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.

O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.

Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação.

– Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem – disse o autor.

Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.

– A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação – declarou o senador.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Colunista da BBC afirma que capa sobre morte de Chico Anysio está na lista das 10 melhores da história





O jornalista Ivan Lessa, articulista da BBC Brasil afirmou que a capa do diário carioca O Dia em homenagem póstuma ao humorista Chico Anysio entrou para a história do jornalismo. De acordo com o colunista, a edição do jornal que foi para as bancas no último sábado, 24, um dia após a morte do artista, está no ranking das dez melhores “primeiras páginas” de uma publicação impressa.

A afirmação de Lessa foi ao ar na tarde desta terça-feira, 27, no site da BBC Brasil. No texto, o jornalista avalia que Chico merecia a homenagem e que a redação do jornal foi simples, porém muito criativa, para colocar a manchete “Morreram Chico Anysio”, com diversas fotos do humorista caratecterizado pelos seus principais personagens. O colunista publicou que O Dia foi “genial”.

“Não queria deixar de assinalar que a morte de Chico Anysio deu ensejo ao que seguramente podemos colocar em uma lista com as 10 melhores primeiras páginas de nossa história jornalística, a saber, quem diria, no jornal carioca O Dia, que fez algo simples e (nesse caso a palavra cabe mesmo) genial”, afirmou Lessa. “De vez em quando, caso do Chico e do jornal, esbarramos frontalmente com a grandeza. Pena que seja em horas tristes e com tamanha escassez”, prosseguiu.

Lessa também elogiou a postura de outros veículos de comunicação que deram espaço para informar a morte de Chico - vítima de falência múltipla dos órgãos, após permanecer mais de quatro meses internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. De acordo com o jornalista da BBC, a imprensa nacional fez o que pôde - e mais um pouco - para destacar o triste episódio para o humor do País.


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Fonte: Comunique-se

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Senado aprova novas regras sobre "direito de resposta"


Fonte: Só Notícias com assessoria
 A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, hoje, por unanimidade, o projeto de lei que estabelece novas regras para o chamado "Direito de Resposta". Sob relatoria do senador Pedro Taques (PDT), o texto prevê que o ofendido terá direito de resposta no mesmo espaço, dia da semana e horário da notícia que originar a reclamação.

O senador destacou que a intenção não é censurar a imprensa. "A liberdade de imprensa deve ser ressaltada, cultuada por todos nós. Agora, liberdade rima com responsabilidade, daí a Constituição da República, no artigo 5º, inciso V, fala do direito fundamental à resposta. Vale destacar que o projeto não ofende nenhum princípio da liberdade de imprensa".

A medida irá preencher um vácuo jurídico aberto com a declaração do Supremo Tribunal Federal (STF) de inconstitucionalidade da Lei de Imprensa. Desde abril de 2009, o país não tem um dispositivo legal que regulamente o direito de resposta para quem se sentir ofendido.

Pelo texto de autoria do senador Roberto Requião (PMDB), o cidadão poderá exercer o direito de resposta ou retificação por matéria divulgada, publicada ou transmitida por qualquer veículo de comunicação social. O projeto recebeu sete emendas do senador Pedro Taques, também aprovadas por unanimidade.

Com a nova regra, a pessoa terá 60 dias para reclamar a publicação ou veiculação de resposta ao órgão de imprensa que divulgou a notícia considerada ofensiva. A partir do recebimento da reclamação, o veículo deverá atender ao pedido em até sete dias. Em caso de recusa, o ofendido poderá entrar com uma ação na Justiça em até 30 dias. O juiz também terá 30 dias para proferir decisão.

Para o autor do projeto, a falta de regulamentação tem levado a mídia a desconsiderar pedidos de reparação. "Nestes últimos três anos, a Presidência do Senado enviou à imprensa 148 cartas para corrigir erros e acusações descabidas ao Senado da República. Sequer uma delas foi publicada", observou o senador Roberto Requião.

Ao final da leitura do relatório, Pedro Taques lembrou que a regulamentação do direito de resposta foi debatida com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas, da Associação Nacional dos Jornais e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela CCJ e fica dispensado de votação pelo plenário do Senado, podendo seguir direto para a Câmara.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Boris Casoy afirma que jornalismo pode ser exercido por qualquer pessoa



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O jornalista Boris Casoy considera que para trabalhar com comunicação não precisa de diploma de ensino superior. Com 56 anos de jornalismo, o apresentador não tem formação na área e afirmou que a exigência da graduação não se faz necessária. A declaração do âncora do ‘Jornal da Band’ foi feita durante o talk show comandado por Danilo Gentili na mesma emissora, o ‘Agora é Tarde’.

Na avaliação de Casoy, que chegou a cursar até o último ano de Direito, quase todas as pessoas podem se tornar comunicadores. “Jornalista não precisa de diploma. O jornalismo pode ser exercido por qualquer pessoa, claro, que seja minimamente letrada. Não precisa ter diploma universitário, como era antes e funcionava muito bem”. Atuando na área desde os 15 anos de idade, o apresentador revelou que entrou no jornalismo com a ideia de que seria “um bico” até ir para outra profissão.
Ao sofrer de poliomelite quando tinha um ano, o jornalista também contou que a doença o fez se tornar apaixonado pelo rádio. Casoy comentou sobre sua coleção de aparelhos radiofônicos, formada por mais de 25 unidades, entre elas, o modelo do primeiro radinho que teve. Atualmente, ele apresenta o noticiário vespertino da Bandnews FM. Além do dial, o âncora comentou que ficou fascinado ao assistir televisão pela primeira vez – na década de 1950, quando estava nos Estados Unidos para ser operado da perna.

Apresentador e comentarista
Casoy falou sobre o seu estilo de comandar telejornal, mesclando as chamadas de reportagens com comentários. No início de sua carreira na TV, à frente do extinto ‘TJ Brasil’, do SBT, o jornalista afirmou que buscava seguir o modelo norte-americano de telejornais, produzido integralmente com informação. Ele, porém, percebeu que o noticiário ficava melhor com a inserção de comentários, o que se tornou a sua marca registrada na televisão.

Fonte: Comunique-se


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sábado, 18 de junho de 2011

Banda larga deveria ser para todos, diz Lula


Brasília – O Brasil precisa fazer da banda larga um direito de todos, disse o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da cerimônia de abertura do 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, em Brasília.

Segundo ele, o número de computadores e usuários de internet no país ainda não é satisfatório. “Temos menos computador e gente na internet quanto deveríamos ter, mas estamos no processo de avançar. Estou convencido de que a presidenta [Dilma Rousseff] vai continuar trabalhando com mais força e mais vigor para que consigamos fazer da banda larga um direito de todos, inclusive das pessoas que não têm dinheiro para pagar”, falou ontem no evento de blogueiros.

Para Lula, a internet deveria ser popularizada, principalmente para fins educacionais. De acordo com o ex-presidente, 55 mil escolas públicas urbanas têm computadores com banda larga, bem diferente da situação na área rural. “Estamos em falta com as escolas do campo”, afirmou.

Ovacionado pelos participantes do evento, Lula fez questão de enfatizar a importância que os blogueiros tiveram durante seu governo. “Não vou esquecer nunca o papel que vocês [blogueiros] tiveram na defesa da liberdade de expressão durante os oito anos do meu governo e nas eleições”.

Ao discursar, o ex-presidente disse ainda que os blogueiros evitaram a manipulação da sociedade durante a campanha eleitoral do ano passado. “Não me importo que critiquem o governo, mas me preocupo com as inverdades. Vocês evitaram que a sociedade brasileira fosse manipulada como há muito tempo vinha sendo”.

Fonte: Info

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Manual da Imprensa Golpista

Jovem estudante de jornalismo, não se iluda: a profissão que abraçará, à diferença de todas as outras neste país em processo de euforia econômica, oferece muito poucos bons empregos – entendam-se empregos em empresas que ofereçam perspectivas de ascensão profissional e econômica.

E os poucos empregos promissores que existem, nem são tão bons porque obrigarão o jornalista neófito a violar os princípios éticos que lhe forem ensinados na universidade e a própria dignidade, tendo que curvar a espinha a cada edição do veículo em que for trabalhar. E em qualquer vertente do jornalismo da grande imprensa.

Essa situação se deve à concentração da propriedade de meios de comunicação, à propriedade cruzada desses meios e dos critérios políticos para entrega de concessões públicas de rádio e tevê a algumas poucas famílias que controlam toda a grande mídia brasileira.

Acima de todas essas famílias midiáticas, míseras quatro controlam o “centro nervoso” da comunicação no Brasil: as famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita. Depois delas, mais umas três ou quatro formam tentáculos dos quais se ramificarão mais algumas dezenas de empresas de médio e pequeno porte que reproduzirão o que veicular o tronco dessa árvore cartelizada da comunicação.

A oportunidade de conseguir algum dos poucos empregos nesses veículos só existirá na medida em que você, caro estudante de jornalismo, estiver disposto a seguir um manual que vai mudando de personagens através dos anos, mas que mantém sempre os mesmos “princípios”.

Esse manual se baseia, acima de tudo, em crenças e conveniências político-ideológicas e econômicas das famílias midiáticas. E como essas empresas se amparam em benesses que conseguiram institucionalizar no Brasil por terem permanecido “amigas” do Estado por décadas incontáveis, tudo passa pela postura político-ideológica do candidato a emprego.

Se você, estudante de jornalismo, desviar-se dos ditames dessa postura, estará condenado a se tornar assessor de imprensa de empresas, políticos ou celebridades, ou a tentar a imprensa dita “alternativa”, que mal consegue sobreviver justamente porque os recursos públicos são uma espécie de monopólio das famílias supracitadas.

A seguir, leia e entenda esse manual de corrupção e submissão da alma. E decida se é o que quer para você.

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MANUAL DA IMPRENSA GOLPISTA

1 – Ser antipetista, mas sempre se dizendo um petista “arrependido devido à corrupção do governo Lula”.

2 – Afirmar que o êxito econômico e social do Brasil durante o governo Lula é mérito do governo FHC, ignorando todas as catástrofes sociais e econômicas que ocorreram no governo tucano.

3 – Afirmar que a ditadura militar de 1964 foi implantada para “impedir uma ditadura comunista no Brasil”, mas sem jamais perguntar onde estão as provas disso.

4 – Afirmar que a Venezuela é uma ditadura mesmo a despeito de que vige o voto livre no país e de que nenhuma das suas muitas eleições sofreu qualquer questionamento sério, tendo sido todas referendadas por observadores internacionais.

5 – Condenar previamente todos os petistas envolvidos no escândalo do mensalão – José Dirceu à frente – com base apenas no fato de que estão sendo julgados. E afirmar, peremptoriamente, que Lula foi o mentor de tudo.

6 – Dizer que todas as absolvições de petistas e aliados em processos judiciais decorrentes de escândalos inflados ou inventados pela mídia são produto de farsa jurídica, enquanto usa as absolvições jurídicas de tucanos para denunciar que foram vítimas de armações políticas.

7 – Jamais investigar qualquer denúncia contra o governo paulista ou contra qualquer tucano, limitando-se a fazer uma matéria meio antipática a cada seis meses ou um ano só para disfarçar, enquanto produz ataques diários a petistas e aliados.

8 – Afirmar que Lula foi culpado pelos desastres dos aviões da TAM e da Gol apesar de que as investigações e perícias mostraram que foram culpa de pilotos e do equipamento.

9 – Afirmar que Antonio Palocci violou o sigilo do caseiro Francenildo apesar de o atual ministro-chefe da Casa Civil ter sido absolvido pela Justiça.

10 – Ficar do lado da Itália e contra o Brasil na questão da extradição do ativista italiano Cesare Battisti, assumindo cada argumento italiano in limine e criticando sempre os motivos do governo brasileiro, ignorando qualquer argumento em contrário.

11 – Ficar sempre a favor de golpes ou tentativas de golpes de Estado contra governos de esquerda, como no caso de Honduras, Venezuela ou Bolívia, e ficar no mínimo isento em casos assim quando o governo for de direita.

12 – Sempre lembrar com muito, mas muito maior ênfase o que persiste de ruim no Brasil do que o que melhorou, atribuindo todos os problemas históricos do país ao governo Lula, acusando-o por não resolvê-los de uma vez e desconsiderando o que fez para diminui-los como nenhum outro governo.

13 – Sempre puxar o saco de FHC apesar de ele ser rejeitado por quase 80% da opinião pública, segundo as pesquisas sobre sua popularidade.

14 – Sempre tratar Serra como vítima do PT, apesar de ser talvez o político mais beligerante do país ao lado de Ciro Gomes.

15 – Sempre afirmar que o PT fez, sim, dossiês contra o PSDB, apesar de jamais ter surgido uma única prova cabal dessa hipótese.

16 – Sempre dizer que o estilo discreto de Dilma agrada mais a todos do que a “verborragia” de Lula, mas sempre sem dizer de onde tirou a informação.

17 – Garantir que Serra não foi atingido por uma bolinha de papel na campanha eleitoral passada, mas por um rolo de fita crepe pesando 1 quilo, ignorando as perícias de universidades dizendo o contrário.

18 – Bloquear, em colunas de cartas de leitores, quase todas as manifestações favoráveis ao PT ou a governos do “eixo do mal” de outros países, ou seja, de Cuba, Venezuela, Irã e Bolívia. E, ao mesmo tempo, brandindo sempre intenções de petistas de promoverem “censura”.

19 – Ser visceralmente contra cotas para negros nas universidades, afirmando sempre que formados através dessas cotas serão profissionais inferiores, apesar dos estudos das universidades que mostram que cotistas se saem igual ou melhor do que os não-cotistas.

20 – Tratar o MST como uma organização criminosa violenta apesar de os sem-terra serem vítimas de atrocidades homicidas praticadas pelos latifundiários, que dificilmente sofrem violência física na disputa pela terra.

21 – Entender, aceitar e defender a premissa de que jornalista que quer ganhar dinheiro e ser famoso hoje no Brasil só pode ter uma opinião: a do patrão.

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Deve faltar muita coisa nesse “manual” de antijornalismo da Imprensa golpista. Quem se lembrar de algo que não tenha sido mencionado pode complementar a lista, que irá sendo aumentada conforme as sugestões não-repetidas forem chegando.

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SUGESTÕES DOS LEITORES

22 – Afirmar, categoricamente, que o Bolsa Família significa “Bolsa Esmola” e que irá transformar milhões de brasileiros em vagabundos que vivem às custas do Estado.

23 – Definir o Lula como um sapo bêbado sortudo que surfou na maravilhosa economia global durante todo o seu mandato.

24 – Insistir que o Lula é quem considerava a Dilma um poste sem a menor qualificação para o cargo de presidenta do Brasil.

25 – Afirmar que os blogueiros independentes são todos petistas, indistintamente, e que recebem benesses do PT de forma direta ou indireta.

26 – Dizer que o Brasil é uma república sindicalista e portanto os sindicatos são todos pelegos e vivem às expensas do Estado brasileiro.

27 – Repetir o mantra neoliberal do Estado Mínimo, mesmo sabendo que até mesmo no maior país capitalista do mundo, os EUA, o Estado tem intervido na economia.

28 – As fotos publicadas de esquerdistas devem causar repulsa, ao contrário das dos representantes da direita.

29 – Ler diariamente a coluna do Merval em O Globo, assistir religiosamente a Míriam Leitão no Bom Dia Brasil, da Globo, e ouvir, com fervor, o comentário do Jabor na CBN. E repetir, em seus textos e conversas, todos os argumentos desenvolvidos por esses luminares da grande mídia brasileira.

30 – Insistir dia sim e outro também que a Dilma foi eleita pelos votos dos miseráveis analfabetos.

31 – Afirmar que Lula aparelhou o estado, nomeando os companheiros para os cargos públicos.

32 – Sempre que surgir qualquer fato negativo em alguma esfera de governo, mencionar com destaque se o partido responsavel for de esquerda ou algum aliado, caso contrario não mencionar o Partido.

33 – Sempre fazer manchetes com uma segunda parte, mais ou menos assim: Governo tira 100% da miséria, mas ricos estão perdendo terreno.

34 – Afirmar que o Banco Panamericano recebeu recursos via Caixa a mando do Lula pra eleger a Dilma via SBT.

35 – Afirmar, categoricamente, que Dilma é a favor do aborto, que defende a morte, mas que a classe alta (por exemplo, mulher do Serra) pode fazer aborto – no Chile, é claro.

36 – Insinuar, em toda oportunidade que for possível, que o ex-presidente Lula tem falha de caráter, é alcoólatra e foi conivente com a corrupção.

37 – Para fazer futrica política entre Dilma e Lula, afirmar sempre que o governo Dilma é eficiente e discreto, ao contrário do governo do presidente Lula, que falava demais e não respeitava a liturgia do cargo.

38 - Afirmar sempre que o sonho de todo petista é censurar a impoluta, imparcial e magnânima mídia conservadora brasileira, esta sim a verdadeira defensora da democracia e dos interesses dos pobres, fracos e oprimidos do Brasil.

39 – No período das eleições para qualquer cargo, seja para prefeito, governador ou presidente, não ter a menor vergonha na cara e culpa de consciência de agir como militante político da direita, inclusive podendo transformar a redação e o meio de comunicação em comitê de campanha contra os petistas.

40 – Na eleições, dar todo o destaque a qualquer denúncia contra qualquer petista, de qualquer nível e transformar imediatamente o caso em escândalo político nacional; já se a denúncia for contra tucano ou demo, ignorar o assunto, por mais grave que seja, ou, se não der para esconder, dar algumas notinhas e sumir com o assunto da pauta o mais rápido.

41 – Nos temas mais técnicos ou polêmicos, mencionar a “opinião insuspeita” de “especialistas reconhecidos”; sempre e quando os tais “especialistas” tenham, exatamente, a mesma opinião do baronato da mídia e, de preferência, tenham vínculo notório e inegável com a oposição e o conservadorismo.

42 – Sempre esconder os crimes contra a Humanidade praticados semanalmente pelo Estado de Israel contra o Povo Palestino ao mesmo tempo em que retrata os israelenses como vítimas inocentes do povo árabe.

43 – Publicar documentos falsificados de petistas e argumentar que não pode garantir que sejam verdadeiros, mas tampouco comprovar que são falsos.

44 — Nunca tocar em escândalo se envolver alguém que tenha parentesco ou proximidade com um colega com algum partido da direita, mas somente da direita, mas, caso seja o contrário, dê enfase para desacreditar o colega.

45 – Caso não tenha competência para falar rebuscadamente o que quer o patrão e vá aparecer na mídia televisada, aprenda a fazer caras e bocas quando citar um político de esquerda.

46 – Se um antigo coronel de modos suspeitos de se conduzir na política se bandear para a esquerda, arreie o pau nele e quem estiver com ele diuturnamente. Nos outros, seus antigos pares, mas que ainda estão mais à direita, não!

47 -A cada seis meses, lembrar do sofrimento dos judeus no regime nazista, mas deixar de lado outros holocaustos, como o dos índios na América ouu o dos negros trazidos d’a África para a América. E dos índios brasileiros.

48 – Se for escrever uma denuncia contra petistas, escreva “acusação”; ser for obrigado a escrever uma denúncia contra demotucanos, classifique como “Dossiê político”.

49 – Colocar a culpa no Lula e na Dilma pelas enchentes no Rio e jogar a culpa em Deus e em São Pedro pelas enchentes em São Paulo.

50 – Definir o DEM como sendo mesmo um partido de democratas e defensores dos trabalhadores. Dizer que Roberto Freire jamais foi contra o neoliberalismo que o PSDB sempre defendeu e ainda defende. Dizer que o PPS é mesmo o PPS e não o PSDB e o DEM.

51 – Se apariçao publica do politico amigo do patrão for um completo fiasco, com uma meia duzia de gatos pingados pagos para poder marcar presença, a câmera deverá focalizar apenas o amigo do patrão.

Se apariçao publica do politico nao amigo do patrão for um completo sucesso, com uma multidão de pessoas voluntarias e por vontade propria marcando presença, a camera dever se focar apenas no nao amigo do patrão, a multidão deve ser escondida.
Fonte: Blog Cidadania.com

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.

Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.

Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.

Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.

Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.

Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.

Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.

Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.

Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou.
Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.

Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.

Fábio Batista

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Ministro da Educação defende livro que trata de erros de português

Fernando Haddad diz que exercícios buscam levar adulto da norma popular à culta

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira,31, o livro didático de português Por uma Vida Melhor, indicado para escolas públicas, criticado por supostamente ensinar erros de gramática aos alunos.

Chamado para esclarecer o assunto na Comissão de Educação do Senado, Haddad se disse “assustado” com a discussão sobre o livro, dizendo que “a maioria ou a totalidade” dos críticos não havia lido o livro.
Ele sustentou que o material, destinado à alfabetização de adultos, teve aceitação “unânime” de “dezenas de especialistas, professores, ex-reitores e associações”.

- O livro parte de uma realidade comum aos adultos que voltam à escola e traz o adulto para a norma culta por meio de exercícios, nesse capítulo, que pede ao estudante que faça a tradução da linguagem popular para a norma culta. Todos os exercícios do livro têm essa direção.

O livro causou polêmica por defender frases com erro de concordância, como “nós pega o peixe”, em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e a falada.

No texto, a autora da obra afirma que os alunos podem falar do “jeito errado”, mas devem dominar as regras da norma culta e ter atenção quanto ao seu uso.

- Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar 'os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas.

Seleção

Antes, no início de sua fala, o ministro explicou como funciona o processo de escolha dos livros pelas escolas públicas. Em resumo, o ministério primeiro lança um edital, os autores apresentam livros, que são analisados sem identificação de autor ou editora. A análise é feita por 192 comissões em dez universidades públicas.
Os livros aprovados são oferecidos para as escolas, que podem escolher aqueles que preferirem na internet. O MEC entra para negociar a compra junto às editoras.

- Ninguém é obrigado a concordar com essa metodologia de seleção. Pode propor para mudar.
Ao final de sua fala, o ministro cometeu um deslize, justamente de concordância. Chegou a falar “os livro didático”, sem se corrigir depois.

Agência Brasil

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Professora do RN critica educação no estado e vira “heroína” nas redes sociais

Um vídeo que mostra a professora Amanda Gurgel criticando a situação da educação no Rio Grande do Norte durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados de seu estado fez com que a professora ganhasse admiradores por todo o país.

O vídeo que mostra a fala de Amanda teve 180 mil visualizações no YouTube desde o dia 14, quando foi postado, e seu nome ficou entre os “trending topics” do Twitter - a lista dos temas mais comentados da rede social - entre quarta e quinta-feira.

Amanda mostrou seu contracheque de R$ 930 aos deputados e enumerou algumas das dificuldades encontradas pelos professores no estado, além dos baixos salários: transporte precário, salas de aula superlotadas e até a proibição aos professores de comerem a merenda oferecida aos alunos.

A professora também criticou a secretária de Educação do RN, Betânia Ramalho. “A secretária disse que não podemos ser imediatistas, que precisamos pensar a longo prazo. Mas a minha necessidade de alimentação é imediata”, disse. “Pedimos respeito, pedimos que a senhora não vá à mídia pedindo flexibilidade, como se fôssemos responsáveis pelo caos”, afirmou, referindo-se à greve da categoria.

Com uma fala segura e firme, Amanda disse que não sentia vergonha de mostrar seu contracheque ao público presente na audiência. “Quem deveria estar constrangido são vocês”, disse, dirigindo-se aos deputados e à secretária Betânia.

Veja o depoimento da professora Amanda Gurgel:



Fonte: Yahoo Notícias

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Genoino, emocionado, recebe a Medalha da Vitória, numa cerimônia que manchou a memória dos pracinhas que morreram na Itália

Carlos Newton

No último Dia das Mães, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu um presente homoafetivo a seu assessor José Genoino, ao condecorá-lo como a Medalha da Vitória, exclusiva a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira  e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”.

Por favor, não entendam mal. Quando se usa a expressão “homoafetivo”, é sem conotação sexual, mostrando apenas a afetividade que hoje (sem interesse de parte a parte) existe entre o maior representante das Forças Armadas e o antigo guerrilheiro que tanto lutou, de armas na mão, para tirar os militares do poder.

“Olha, tem acontecido tanta coisa na minha vida e na história do Brasil que a gente só tem que acreditar no Brasil e no futuro, porque muita coisa surpreendente vem acontecendo positivamente”, desabafou Genoino, com os olhos marejados de emoção, comemorando a soma de seu salário de assessor com a aposentadoria que recebe da Câmara Federal, superior a R$ 20 mil por mês. Só faltou dizer, fazendo rima: “O ministro Jobim é uma mãe para mim”.

Já o titular da pasta da Defesa aproveitou a cerimônia para passar ao ataque. Fez questão de ele próprio condecorar Genoino, e declarou solenemente: “O que o Brasil deseja fazer é um grande ajuste de contas com seu futuro. O Brasil não quer retaliar seu passado”. E deu um comovido abraço em seu protegido.

Emocionante, se não fosse uma ofensa à cidadania, um escárnio aos cidadãos de bem, uma bofetada na face de quem trabalha honestamente para se manter, ao invés de abrir os bolsos para a corrupção e sair colocando dólares até na cueca, como aconteceu com o assessor do irmão de Genoino, na época do Mensalão.

Assim como todo cidadão é inocente até prova em contrário, todo cidadão denunciado à Justiça só é inocentado quando sua absolvição transita em julgado. Como se pode conceder a mais honrosa condecoração militar a quem está respondendo a processo no Supremo Tribunal Federal por corrupção e formação de quadrilha? Esse tipo de comportamento, sem dúvida, deveria significar a demissão do ministro, antes mesmo de concretizar o ato. Mas quem se interessa por isso?

Podíamos então indagar, mais uma vez: Que país é esse, Francelino Pereira? E ele responderia: “Pergunte ao Renato Russo, que era de Brasília”.

Fonte: Tribuna da Imprensa

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Domingo sangrento em Bagdá

Por Nélio Azevedo
Dezesseis de setembro de 2007, aproximadamente 12:00, Praça Nisour, Bagdá, Iraque. Era um dia quente e úmido, com a temperatura atingindo os 38 graus. O comboio fortemente armado da Blackwater entrou no congestionado cruzamento do distrito de Mansour, na capital iraquiana. Esta seção da cidade, antes de alto padrão, ainda apresentava butiques, café e galerias de arte que lembravam dias melhores.
A ameaçadora caravana consistia em quatro grandes veículos blindados modelo “Mamba” (cobra mais venenosa da África), de fabricação sul-africana, com metralhadoras de calibre 7.62 montadas na parte superior.  Para a polícia iraquiana, já se tornara parte corriqueira do seu dia de trabalho interromper o tráfego para abrir caminho para a passagem dos vips americanos, protegidos por soldados particulares fortemente armados. Com o argumento de que os oficiais americanos estão ali para prevenir um ataque de insurgentes contra comboios americanos. No entanto, era mais frequente a polícia iraquiana fazer isto para preservar a segurança de civis que se arriscavam a ser fuzilados apenas por se aproximarem demais das vidas valiosas no seu país – as dos oficiais estrangeiros da ocupação.
Quando o comboio da Blackwater entrava na praça naquele dia, um jovem iraquiano estudante de medicina, chamado Ahmed Hathem al-Rubaie, dirigia o sedã Opel, branco da família com a mãe de passageira. Tinham acabado de deixar o pai, Jawad, um patologista de sucesso, próximo ao hospital onde trabalhava. Seguiram então o seu caminho para resolver algumas tarefas, como buscar os papéis de inscrição na faculdade para a irmã de Ahmed. O plano era realizar o que precisavam fazer e voltar mais tarde para buscar Jawad. Num lance do destino, encontraram-se presos no trânsito próximo à praça Nisour. Os rubaies eram muçulmanos devotos e estavam em jejum observando o mês do Ramadã. Ahmed era poliglota, fã de futebol, e estava no terceiro ano da faculdade de medicina, onde estudava para se tornar cirurgião. A medicina estava no seu DNA. Como o pai, a passageira de Ahmed naquele dia, a mãe também era médica – uma alergista. Jawad diz que a família poderia ter deixado o Iraque, mas acreditava que eles eram necessários no país. “Dói-me quando vejo médicos abandonando o Iraque”, disse ele.
Ali Khalaf Salman, um policial de trânsito iraquiano de serviço na Praça Nisour naquele dia, recorda-se vivamente do momento em que o comboio da Blackwater entrou no cruzamento, obrigando a ele e os colegas a prontamente interromper o tráfego. Mas quando os Mambas entraram na praça, o comboio subitamente deu meia-volta numa manobra-surpresa e prosseguiu na contramão numa rua de mão única. Enquanto Khalaf observava, o comboio parou abruptamente. Ele diz que um enorme homem caucasiano de bigode, posicionado acima do terceiro veículo do comboio da Blackwater, começou a disparar sua arma “a esmo”.
Khalaf olhou na direção dos disparos, na Rua Yarmouk, e ouviu uma mulher gritando: “Meu filho!” O policial correu em direção à voz e encontrou uma mulher de meia-idade dentro de um veículo abraçando um homem de vinte anos que fora atingindo na testa e estava coberto de sangue. “Tentei ajudar o jovem, mas a mãe o abraçava com tanta força”, recorda-se Khalaf.
Outro policial iraquiano, Sarban Thiab, também correu até o carro. “Tentamos ajuda-lo”, disse Thiab. “Vi que o lado esquerdo da cabeça dele fora destruído e a mãe gritava: “Meu filho, meu filho! Ajudem-me, ajudem-me!”
O policial Khalaf lembra-se de olhar para os atiradores da Blackwater: “Ergui o braço esquerdo bem alto no ar para tentar sinalizar para o comboio que parasse de disparar”. Ele diz que pensou que os homens fossem cessar o fogo, já que ele era um policial claramente identificado. O corpo do jovem ainda estava no banco do motorista do veículo automático e, enquanto lá estavam Khalaf e Thiab, o carro começou a se adiantar, possivelmente porque o pé do falecido ainda repousava no acelerador. Posteriormente, os guardas da Blackwater disseram que abriram fogo contra o veículo porque este acelerava e não obedeceu à ordem de parar; uma alegação contestada por diversas testemunhas. Fotos aéreas da cena mostraram depois que o carro nem sequer havia entrado na rotatória quando foi alvejado pela Blackwater, enquanto a reportagem do New York Times revelava que “O carro no qual as primeiras pessoas foram mortas não chegou a se aproximar do comboio da Blackwater até que o motorista iraquiano tivesse sido baleado na cabeça e perdido o controle do veículo”. Thiab explicou: “Tentei gesticular para que os atiradores entendessem que o carro estava se mexendo sozinho e que nós estávamos tentando pará-lo. Estávamos tentando tirar a mulher de lá, mas tivemos de correr em busca de abrigo”.
“Não tirem por favor!” Khalaf lembra-se de ter gritado. Mas enquanto ele estava lá de mãos erguidas, Khalaf diz, um atirador do quarto veículo da Blackwater abriu fogo contra a mãe abraçada ao filho e matou-a diante dos olhos de Khalaf e Thiab. “Vi partes da cabeça da mulher voando diante de mim,, estouradas”, disse Thiab. “Eles imediatamente abriram fogo pesado contra nós” Em poucos momentos, segundo Khalaf, foram tantos os disparos feitos contra o carro a partir de “metralhadoras de grande calibre” que o veículo explodiu, mergulhando os corpos no interior em chamas, derretendo a sua carne até transformá-la numa coisa só. Cada um dos quatro veículos deles abriu fogo pesado em todas as direções, balearam e mataram todos dentro dos carros diante deles e as pessoas que estavam na rua. Mais tarde, quando os investigadores americanos perguntaram-lhe porque jamais abriu fogo contra os homens da Blackwater, Khalaf disse-lhes: “Não estou autorizado a disparar, e o meu trabalho é cuidar do trânsito”.
As vítimas foram mais tarde identificadas como Ahmed Hathem al-Rubaie e a sua mãe, Mahasin. O pai de Ahmed, Jawad, tem um irmão, Raad, que trabalhava num hospital próximo para onde as vítimas do tiroteio estavam sendo levadas. Jawad pensou que o tiroteio era de um confronto e, é claro que não lhe ocorreu que a sua esposa e filho pudessem ser vítimas do tiroteio.
Raad foi até o necrotério, e o pessoal responsável lhe dissera que haviam recebido dezesseis corpos e mais de vinte feridos depois do tiroteio daquele dia. Foram todos identificados, ou eram identificáveis, com exceção de dois. Dois corpos completamente carbonizados... Foram colocados em sacolas pretas de plástico. Raad suspeitou que pudessem ser Ahmed e Mahasin mas, não queria acreditar que pudesse ser verdade. Ele e a esposa foram até a Praça Nisour e encontraram um sedã branco muito queimado. A placa não estava no veículo, mas a esposa de Raad encontrou um decalque dos números na areia. Raad ligou para Jawad e começou a ler os números da placa, confirmando seus piores temores.
Jawad fez o reconhecimento dos corpos, sua esposa foi reconhecida pela arcada dentaria e seu filho pelos restos de um dos sapatos. Ao todo foram contadas cerca de quarenta perfurações no veículo e nunca voltou para recuperá-lo porque queria que ele servisse de marco que relembrasse o doloroso evento causado por pessoas que, supostamente, vieram lhes proteger.
Depois que o veículo de Ahmed explodiu, disparos contínuos vieram da praça, enquanto as pessoas fugiam tentando salvar as próprias vidas. Além dos atiradores da Blackwater a bordo dos quatro Mambas, testemunhas dizem que disparos vieram dos helicópteros Little Bird da empresa. Os helicópteros balearam e mataram o motorista de um fusca e feriram um passageiro que escapou rolando para fora do carro enquanto o tiroteio indiscriminado continuava.
Segundo relato de outro oficial iraquiano, Hussam Abdul Rahman, outras pessoas tentavam fugir de seus veículos e se tornavam alvos, quem quer que saísse dos carros era alvejado imediatamente.
Mulheres e crianças saltavam dos carros e rastejavam para a rua tentando fugir das balas. O advogado Hassan Jabar Salman, que foi atingido quatro vezes nas costas, conseguiu se salvar, viu quando uma mãe desceu de um micro-ônibus e saiu correndo atrás de seu filho de dez anos, ambos foram mortos, atingidos na cabeça.
Mohammed Abdul Razzaq e o filho de nove anos, Ali, estavam num veículo imediatamente atrás do carro de Ahmed, as primeiras vítimas, eram seis pessoas no seu carro, quatro crianças estavam no banco de trás. Os soldados da Blackwater gesticularam para que ele parasse, no que foram prontamente obedecidos. Logo depois que o carro da frente foi destruído, seu carro também foi atingido por cerca de trinta balas, a parte da frente do veículo foi pulverizado, alguns disparos entraram pelo pára-brisa e atingiram a cabeça de seu filho Ali.
O tiroteio durou uns quinze minutos, só foi finalizado quando um dos guardas da Blackwater apontou sua arma para o outro que estava atirando quase dando início a um tiroteio mexicano, dentro de algumas horas, o nome da Blackwater se tornou conhecido por todo mundo, conforme a notícia do massacre se espalhava. A Blackwater alegou que foram atacados de forma violenta e que a sua reação teria sido apropriada de acordo com a lei, usaram a força para proteger cidadãos americanos numa zona de guerra e que os civis supostamente atingidos eram na verdade inimigos fortemente armados.
Em menos de 24 horas, os assassinatos da praça Nisour acabariam causando a pior crise diplomática entre Washington e Bagdá e, esses soldados terceirizados a peso de ouro ainda iriam se envolver em mais seis eventos em que civis seriam mortos sem que nada acontecesse aos assassinos que são protegidos por leis que lhes garantem impunidade como agentes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.  

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